Sobe e desce
SC mantém produção estável, apesar da pressão sobre os preços
O arroz voltou ao centro das atenções da cesta básica em 2026. Após um período de preços deprimidos e margens negativas, o mercado registrou leve recuperação em abril, mas as cotações voltaram a recuar em maio. Em Santa Catarina, o preço médio ao produtor chegou a R$ 57,72 por saca de 50 kg em abril, alta de 9,07% sobre março, enquanto no Rio Grande do Sul atingiu R$ 62,66. No início de maio, porém, os valores perderam força, refletindo a grande oferta e a cautela da indústria.
esmo com safra cheia e baixa liquidez, produtores seguem resistentes às vendas, alegando preços insuficientes para cobrir custos, agravados pela alta do diesel e pelas incertezas no mercado internacional. O leilão de Pepro da Conab, realizado em maio, também mostrou reação limitada do mercado.
No comércio exterior, Santa Catarina ampliou as exportações de arroz entre janeiro e abril, favorecida pela boa disponibilidade interna, câmbio e eficiência portuária. Cuba, Estados Unidos e Senegal lideraram as compras, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai seguem entre os principais fornecedores do mercado catarinense.
A safra catarinense foi concluída com leve redução de área e produtividade, reflexo do menor investimento em insumos diante da baixa rentabilidade. Ainda assim, a produção deve alcançar 1,26 milhão de toneladas, mantendo o estado em um patamar considerado normal, embora abaixo do desempenho excepcional registrado no ciclo anterior.

