Tapes é palco da nova safra de arroz
Evento inédito, que marcará a abertura do plantio do cultivo no RS, reunirá a partir de hoje o setor. Expectativa é que o Irga divulgue a intenção de plantio.
Os mecanismos governamentais para sustentação do preço mínimo do arroz e as condições ideais para a comercialização no período da colheita começam a ser discutidos e definidos nesta sexta-feira 24, em Tapes. Até o próximo domingo, o município estará sediando a 1ª Abertura Oficial do Plantio do Arroz. O caráter decisório está implícito no tema: ‘Plante em Tapes, colha em Dom Pedrito. Compromisso assumido, resultado garantido’.
A meta é que as medidas estabelecidas no evento estejam aplicadas na abertura da colheita. ‘A gente colhe em 60 dias e vende o ano todo. Queremos condições que permitam o escoamento ao longo dos 12 meses’, reivindica o vice-presidente da Federarroz, Juarez Souza. O assunto é pauta amanhã, a partir das 9h, no debate ‘Políticas de comercialização da safra 2004/05’ e na reunião da Câmara Setorial do Arroz, hoje às 14h.
A programação será aberta hoje com o painel ‘Manejo e qualidade na lavoura de arroz irrigado’, tema desenvolvido à tarde no fórum Gestão das Águas, reunindo comitês de gerenciamento das bacias do Guaíba e dos rios Santa Maria e Camaquã. ‘A ação da Fepam acaba gerando um custo adicional à lavoura gaúcha que Argentina e Uruguai não têm, tornando-os mais competitivos’, afirma Juarez Souza.
O painel ‘Tributação na cadeia produtiva do arroz’ reúne amanhã a cadeia produtiva, o ministério e a Secretaria da Fazenda. ‘Não podemos aceitar que o varejo busque grão beneficiado e esbramado uruguaio e argentino mais barato por isenção de Cofins.’ O destaque no domingo é o painel ‘Comércio internacional do arroz’. ‘Queremos que os governos do bloco assumam e subsidiem os excedentes da produção para exportá-los em condições de competir’, salienta o presidente do Sindicato Rural de Tapes, Luiz Carlos Chemalle.


