Técnico do Irga fala sobre as estratégias de manejo

A partir de 15 de janeiro, a radiação solar cai bruscamente e quem planta após esta época terá problemas na fase reprodutiva da planta, em que ela mais precisa de luminosidade.

A época de semeadura é uma das principais estratégias para o bom estabelecimento da lavoura do arroz, insiste o engenheiro agrônomo da Estação Experimental de Arroz do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) de Cachoeirinha, Valmir Menezes. O dia 5 de novembro é a época limite para o plantio das lavouras no estado, devido à instabilidade climática.

“A partir de 15 de janeiro, a radiação solar cai bruscamente e quem planta após esta época terá problemas na fase reprodutiva da planta, em que ela mais precisa de luminosidade”.

No Rio Grande do Sul, 50% dos produtores plantaram suas lavouras até o dia 5 de novembro. Ele acredita que o fato pode acarretar em maiores perdas do que a falta dágua no estado. Além disso, ele mostrou que quem planta tarde precisa banhar a lavoura para nascer e em tempos de seca certamente terá problemas. “Talvez a nossa maior campanha para economizar água seja plantar na época certa”.

Segundo ele, no geral o manejo de água nas lavouras não é bom e se gasta água demais. Mas o plantio na época certa é apenas uma das práticas para a boa condução da lavoura. O projeto 10, programa de alta produtividade do Irga, nada mais é do que uma combinação de práticas corretas. “Trata-se da tecnologia do óbvio”.

Menezes apresentou ainda as práticas ideais no controle de invasoras, adubação de base, irrigação, densidade de semeadura, drenagem, distância e altura de taipas, entre outras.
Ele despertou a atenção do produtor no que se refere à transferência de tecnologia. “Em quatro anos de projeto 10, cada roteiro realizado em lavouras do estado, registramos de 110 a 150 participantes interessados em saber o que o seu vizinho está fazendo”.

Ele destaca a importância do próprio produtor tomar a iniciativa em passar suas experiências para os outros e a participação de técnicos de cooperativas nesta tarefa. “O Irga é pequeno e não tem como estar presente em todos os lugares”.

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