Variedade Clearfield representará quase 50% da lavoura gaúcha

Sucesso do Irga 422CL é tanto no combate ao arroz vermelho e outras invasoras secundárias, que a variedade poderá representar metade das sementes certificadas vendidas no Rio Grande do Sul para a próxima safra.

O sucesso do Sistema de Produção Clearfield no Rio Grande do Sul para o controle de arroz vermelho e outras ervas daninhas é tão grande que a semente de arroz Irga 422CL poderá representar aproximadamente 50% das sementes comercializadas para a safra de arroz 2005/06 no estado. A informação é do diretor administrativo da Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), Antonio Eduardo Loureiro da Silva.

Segundo ele, a eficiência do sistema desenvolvido pelo Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) e pela BASF (Herbicida Only e adjuvante Dash) está fazendo com que haja um salto na área cultivada com esta semente.

A mudança da legislação de sementes, que fez com que os bancos passem a exigir comprovante de compra de produto certificado para liberar o custeio, e as novas exigências da lei e ofensiva do Irga e da BASF para o uso de sementes legais, deve fazer com que aumente a demanda pela variedade 422CL e reduza o uso de sementes piratas. O híbrido Tuno CL também deve ocupar parte deste espaço.

O Rio Grande do Sul terá 100 mil toneladas de sementes para a próxima safra, mas apenas de 45 mil a 50 mil devem ser comercializadas, mantendo praticamente os números da safra anterior. Esse volume corresponde a aproximadamente 35% das sementes utilizadas na safra gaúcha. Com a nova legislação e a organização do segmento sementeiro de arroz, a Apassul acredita que dentro de mais algumas safras 65% das sementes usadas na orizicultura gaúcha serão legais.

Loureiro da Silva, da Apassul, reconhece que a crise na agricultura poderá afetar esta tendência de aumento já para a próxima safra. “Por enquanto o movimento dos produtores em busca de sementes é muito fraco para todas as culturas de verão”, frisa. Lembra que a falta de recursos para a preparação da próxima lavoura, prorrogações de dívidas, baixo preço de comercialização estão atrasando o preparo da próxima safra. E isso interfere na compra de sementes.

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