Zona Sul registra 90% da área de arroz plantada

Pelotas e Jaguarão, no extremo-sul gaúcho estão concluindo o plantio da safra 2004/05.

A Região Sul está com 90% da área plantada de arroz dos 179.170 hectares que devem ser plantados nesta safra. A estimativa é de que até o final deste mês, o plantio esteja praticamente concluído na região, informa o gerente regional do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) Pelotas, Marcos de Souza Fernandes.

Os municípios mais adiantados são Pelotas e Jaguarão, com 95% da área semeada. O mais atrasado é Rio Grande, com 85% da área plantada.

No estado, a área semeada atinge 821.862 hectares, que representa 84,62% do total de 971.223 hectares previstos para o Rio Grande do Sul. As condições climáticas favoreceram o trabalho na lavoura. A região da Campanha tem o plantio mais adiantado. Do total de 164.160 hectares estimados, 93,10% estão cultivados, o que corresponde a 152.839 hectares. Em Dom Pedrito, foram semeados 44.492 hectares – 98% da área prevista no município.

Na Fronteira-Oeste, 92,23% da área foi cultivada e Alegrete e Quaraí concluíram o plantio. A região tem 202.917 hectares semeados. Os municípios da Depressão Central apresentam maior atraso no plantio. São 116.422 hectares, que representam 73,5% do total previsto de 158.405 hectares. A Planície Costeira Externa plantou 94.614 hectares, 73,86% da área prevista, e a Planície Costeira Interna, 96.752 hectares, 79,72% do total estimado.

Fernandes aposta numa área superior a um milhão de hectares no estado, o que deve ficar pouco abaixo do esperado. “Problemas iniciais como a falta de chuvas na Fronteira Oeste já foram compensados, o que poderia indicar produção equivalente ao ano passado”. No entanto, a segmentação do plantio por causa das chuvas deve delimitar a produtividade devido à época de semeadura, destaca.

Na época ideal de plantio, até 10 de novembro, a Zona Sul possuía apenas 62% da área plantada e o resto do estado, em torno de 50%. “Podemos concluir que haverá dois níveis de produtividade, o primeiro em que a cultura deve atingir a capacidade plena de produtividade das variedades”. No segundo, as lavouras não poderão atingir a capacidade produtiva pelo fator limitante de menor luminosidade.

Outro fator encontrado em decorrência deste plantio fracionado é a deriva dos produtos químicos em lavouras adjacentes o que ocasiona dor de cabeça em alguns produtores, diz Fernandes, pois gotículas levadas pelo vento em lavouras que já floresceram podem ocasionar queima da planta. “No próximo ano, devemos pensar numa melhor estratégia e planejamento de aplicações por região”.

PREÇOS

O grande vilão do momento é o preço, diz Fernandes. “Se não houver medidas governamentais de proteção ao produto e os preços continuarem aviltados, restará ao produtor a única saída de altas produtividades com custo reduzido”. Para que isso se concretize é fundamental respeitar a época de plantio adequada, a fim de aproveitar ao máximo a luminosidade, ressalta.

Além disso, ele aconselha o preparo de solo antecipado, no verão, para que sejam aproveitados os poucos dias úteis que a natureza proporciona. Na época de plantio ideal (15 de outubro a 10 de novembro) ele estima que exista no máximo 15 dias que propiciam o trabalho na lavoura.

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