CTNBio libera estudo com eucalipto
Liberação da variedade transgênica de arroz Liberty Link, ainda não foi aprovada e deverá retornar à pauta na próxima reunião da CTNBio, em julho.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, nesta quinta-feira, o plantio de eucalipto transgênico para pesquisas. As empresas interessadas em estudar a modificação genética da árvore Eucalyptus GM deverão atender a procedimentos planejados com vistas a proteger o meio ambiente. As áreas experimentais terão que ficar isoladas por uma barreira mínima de amortecimento de cem metros de raio. Também ficou acertado que não será necessário o uso de fileiras de árvores no entorno, mas que mudas e sementes que aparecerem nesse espaço serão eliminadas.
Os campos deverão ficar a uma distância mínima de 1 km de pomares abertos de sementes e mudas de eucalipto sexualmente compatíveis e sem valor comercial. Também terão de ficar distantes três quilômetros de áreas de apicultura. Segundo o presidente da CTNBio, Walter Colli, o objetivo é evitar o escape genético e que haja alteração nas colméias. De acordo com ele, as empresas que já têm estudos na área deverão se adaptar às determinações acertadas ontem.
A decisão foi comemorada pelo setor produtivo gaúcho, onde a silvicultura planeja novos investimentos. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, acredita que toda e qualquer tecnologia deve ser utilizada, “desde que seja consciente, não causando danos ao meio ambiente e às pessoas.”
Liberados judicialmente para decidir sobre os pedidos de autorização comercial de OGMs, os membros da CTNBio seguiram com a pauta (seis de milho, três de algodão e uma de arroz). Contudo, o julgamento de duas variedades de milho (uma da Monsanto e outra da Syngenta Seeds) tiveram pedido de vistas e foram adiadas para julho. Nesta semana, ONGs moveram uma ação civil pública para tentar suspender a liberação do milho e de novas variedades.


