Preço do arroz reage e fica acima do mínimo

Dezembro começa com preço do arroz em ligeira alta.

O indicador dos preços do arroz do Cepea/Esalq e BM&F desta sexta-feira trouxe notícias animadoras para a cadeia produtiva. Pela primeira vez em 10 dias o valor pago pela saca de 50 quilos de arroz (58×10) superou o preço mínimo indicado pelo governo federal, confirmando um leve aumento da demanda registrado a partir da última quinta-feira. Segundo dados do setor, cresceu a procura pelas variedades especiais no Litoral Norte e emalgumas regiões da Fronteira. O Cepea/Esalq indicou preço médio de R$ 22,04, na última sexta-feira.

Esta ligeira reação confirma o que alguns analistas já previam na semana passada, que em cima do arroz de melhor qualidade as cotações poderão ter uma leve reação até fevereiro. O atraso no plantio da lavoura gaúcha, o aumento do período de entressafra, a falta de arroz em outras regiões brasileiras e os estoques do Mercosul em drástica queda nos últimos três meses, colaboram para este cenário.

Para o presidente da Federarroz, Renato Rocha, a notícia é boa.

– Pelos números e indicativos que temos, o cenário deveria ser outro. O preço deveria estar pelo menos dois reais acima do atual. Não é possível que faltando arroz em todo o Brasil e com estoques quase raspados no Mercosul, os preços continuassem caíndo em plena entressafra – explicou.

Segundo ele, a tendência é dos preços seguirem em ligeira alta ao menos até a safra.

– A nossa expectativa, em cima dos dados que o mercado disponibiliza é essa – acrescenta.

Segundo Rocha, o pico da alta é previso mais para o final de dezembro.

– Todavia, desde a última quarta-feira a indústria está fazendo uma ofensiva para compra dos estoques dos produtores, isso é um bom sinal para o mercado – afirma.

O analisa de Safras & Mercado, Tiago Sarmento Barata, considera importante a recuperação de preços.

– Em razão de um comportamento histórico, a tendência dos preços ainda é apresentar uma leve alta até a safra. Vamos ver se esta pequena recuperação vai se sustentar – diz Barata.

Segundo dados do Cepea/Esalq, novembro fecha com queda de 2,33% nos preços do arroz, abaixo dos 3,1% que chegou a alcançar em determinado momento. Enfim, apesar de um novembro de grande tensão no mercado, o dezembro começa com notícias mais animadoras.

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