Menor oferta sustenta preço do cereal gaúcho
Os produtores gaúchos que ainda têm arroz reduziram o interesse de venda à medida que os compromissos foram sendo exercidos.
A diminuição da oferta de arroz em casca no Rio Grande do Sul permitiu a sustentação e, em algumas localidades, até mesmo uma ligeira recuperação dos preços nos primeiros dias de dezembro. A informação é do analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata. Em Santa Catarina, o mercado encontra-se estabilizado e com pouca liquidez. Nos demais estados, a escassez de produto de boa qualidade vem mantendo o cereal nominalmente valorizado.
Em Alegrete, na Fronteira-oeste gaúcha, a saca de 50 quilos de arroz em casca tipo 1 é negociada, em média, a R$ 22,00. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a saca de 50 quilos custa R$ 21,60. Em Sinop, no Mato Grosso, a saca de 60 quilos do primavera chega a R$ 31,00. No mercado beneficiado, a saca de 60 quilos vale R$ 60,50 para o agulhinha tipo 1.
Os produtores gaúchos que ainda têm arroz reduziram o interesse de venda à medida que os compromissos foram sendo exercidos.
– O mercado também começa a refletir as conseqüências do incremento da demanda de outros estados e a redução dos estoques no Uruguai e Argentina – acrescenta Barata.
As negociações de beneficiado permaneceram enfraquecidas, em menor intensidade para os produtos de qualidade nobre, evidenciando a expectativa de preços mais baixos ou uma posição abastecida, levando em consideração de que os próximos três meses são um período normalmente de menor demanda.
O Sindicato das Indústrias Beneficiadoras de Arroz do Rio Grande do Sul (Sindarroz) e o Sindicato das Indústrias Beneficiadoras de Arroz de Pelotas (Sindapel) solicitaram a realização de leilões de venda de arroz dos estoques públicos, alegando dificuldade na aquisição de matéria-prima.
Como a Companhia Nacional de Abastecimento deve parar nos próximos dias para um período de auditorias internas, a solicitação não será atendida antes da primeira quinzena de janeiro.
– Além disso, os preços até então praticados ainda não justificam a liberação de estoques – completa o analista.


