Leilões não estabilizam preços
Arroz segue em alta no mercado brasileiro e internacional.
Mesmo vendendo toda a oferta superior a 82 mil toneladas, o segundo leilão público de arroz realizado pela Conab com o intuito de abastecer à indústria brasileira e sinalizar para uma estabilização nos preços do mercado doméstico, não conseguiu alcançar este segundo objetivo.
Os preços do arroz em casca continuaram subindo e alcançaram patamar de R$ 35,49, média para a saca de 50 quilos do cereal classificado como 58×10, colocado dentro da indústria do Rio Grande do Sul. Os dados são do indicador de preços do arroz Cepea/Esalq e BM&F. Na semana a alta foi de 45 centavos por saca.
A Conab anunciou nova venda de arroz para a próxima semana, em leilão público, com aproximadamente 100 mil toneladas, considerando produto gaúcho, catarinense e resíduos do Mato Grosso e estados centrais. No mercado internacional os preços também seguem em alta, com o patamar de 1 mil dólares por tonelada já tendo sido ultrapassado pelos principais países exportadores.
No mercado interno, as principais indústrias gaúchas indicam preços de R$ 34,50 a R$ 36,00 para a saca de arroz em casca de 50 quilos, base para 58×10. A oferta foi reduzida pelos produtores, mas as empresas ainda trabalham tentando forçar baixa de R$ 0,50 a R$ 1,00 por saca enquanto tentam repassar a alta para o beneficiado, o que não vem sendo bem aceito pelo atacado e o varejo.
Desta forma, as cotações referenciais indicam preços de R$ 34,50 para as regiões de Cachoeira do Sul, São Sepé, São Gabriel, Alegrete, Dom Pedrito, São Lourenço, Agudo e Dona Francisca, mas com negócios fechados acima e abaixo destes patamares.
Nas cidades de concentração industrial como Pelotas, Camaquã, Itaqui, Uruguaiana e São Borja, o arroz fica entre R$ 35,00 e R$ 37,00 dentro da indústria. No Litoral Norte, o arroz de alta qualidade (64%), das variedades nobres, é cotado em R$ 37,00 e, na Fronteira (São Borja e Itaqui) até R$ 36,00 a vista, com até 60% de inteiros.
INDÚSTRIA
A indústria trabalha esperando o leilão da próxima semana, que está alcançando ágio e preços acima do mercado, pela concorrência de bolsas do centro do país. A oferta foi reduzida pelos produtores e o varejo pressiona contra a o repasse da alta do preço ao produtor. O momento, portanto, é de bastante negociação. Esta semana, a demanda de arroz beneficiado pelo varejo brasileiro registrou ligeiro aumento.
MERCADO
A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 34,00 para o arroz em casca no Rio Grande do Sul esta semana, R$ 67,00 para a saca de 60 quilos do produto beneficiado (FOB) que chega a São Paulo entre R$ 77,00 e R$ 85,00. A corretora indica ainda preços de R$ 48,00 para o canjicão, R$ 37,00 para a saca de quirera e estabilizados R$ 350,00 para a tonelada de farelo. Todos bastante procurados para exportação e quirera e canjicão com valorização média de R$ 1,00 por saca em uma semana.


