Mercado de arroz mantém estabilidade no Sul
Ainda estocada, a indústria segue sem grande interesse pelo arroz. E os produtores não fazem questão de vender volumes mais significativos, a espera de preços melhores no último semestre do ano/safra.
O mercado de arroz no Rio Grande do Sul viveu uma semana sem grandes novidades no que diz respeito a preços. A indústria segue estocada com produto comprado na faixa de R$ 35,00, entre abril e junho, e não demonstra grande interesse no mercado que gira entre R$ 32,00 e R$ 34,00 na maioria das regiões de produção.
O leilão que ofertou 29,8 mil toneladas de arroz, esta semana, alcançou preço médio de R$ 31,55 por saca de 50kg. O ágio foi de 13,36%. No próximo dia 27 a Conab deverá leiloar mais 60 mil toneladas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O preço de abertura da operação ficou acordado em R$ 28,00 a saca de 50 quilos do produto entre 57% e 58% de inteiros, conforme a tabela da Conab. Após o leilão, governo e cadeia produtiva voltarão a se reunir para avaliar o mercado e discutir a política de agosto. Na safra, já foram leiloadas 410 mil toneladas.
O indicador de preços do arroz do Cepea/Esalq e BM&F, alcançou média de R$ 33,29 nesta sexta-feira. Em agosto, apresenta uma ligeira elevação de 0,7%, mas pelas oscilações diárias indica estabilidade. Na semana, os corretores indicam maior oferta de produto argentino, mas ainda em cotações médias ligeiramente superior ao arroz gaúcho, principalmente em São Paulo.
MERCADO
A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 64,00 para a saca de arroz beneficiado de 60 quilos, tipo 1, valor R$ 2,00 menor que há três semanas. A saca em casca, 50kg, padrão de 58% de inteiros, no Rio Grande do Sul, é cotada pela corretora a 33,00. O farelo de arroz manteve os preços, estabilizados desde a safra passada, em R$ 320,00 a tonelada. O canjicão de arroz recuou para cotações para R$ 42,00 e a quirera manteve os R$ 34,00.


