Oferta de arroz somará 528 mil toneladas
Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, o governo está atento aos preços praticados na comercialização do cereal..
Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz do Estado (Sindarroz/MT), Ivo Fernandes Mendonça, o crescimento é decorrente da melhor rentabilidade que o produto apresentou no último ano. No entanto, ele afirma que com o início da colheita, o preço do saco de 30 quilos no varejo reduziu 20%, baixando de R$ 58 para R$ 46. “A tendência é que esse preço se mantenha até o término da safra, no fim deste mês. A partir daí poderá ter uma elevação porque haverá menos oferta do produto no mercado”, diz ao ponderar que ainda é precoce fazer uma projeção para o comportamento nos preços.
Ainda segundo os dados da Conab, a produção de arroz no país terá um crescimento menor que a mato-grossense, de 3%, passando de 11,599 milhões de toneladas para 11,945 milhões (t). Por conta disso, e associado ao baixo estoque de passagem, estimado em 1,5 milhão de toneladas, o governo federal estuda a possibilidade de vender parte do estoque do grão, caso o preço chegue a R$ 34. Atualmente, custa cerca de R$ 31.
Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, o governo está atento aos preços praticados na comercialização do cereal. “Se continuar assim, vamos jogar parte do estoque no mercado. Há possibilidades de usarmos esse estoque quando o preço ultrapassar a marca dos R$ 32. Certamente faremos isso, caso atinja os R$ 34”, disse o secretário durante a apresentação do 8º Levantamento da Safra, em Brasília.
Na avaliação do presidente do Sindarroz/MT, essa medida, se adotada pelo governo, terá a função de controlar a inflação sobre o produto. “É uma alternativa que o Mapa tem para não deixar o preço subir para os consumidores”, diz ao alertar que se os preços caírem os produtores ficarão desmotivados e plantarão menos na próxima safra. Essa decisão refletirá a quantidade do produto no mercado, o que consequentemente aumentará os preços no varejo. “O valor que está sendo praticado hoje remunera o produtor, não como ele gostaria. Mas se cair, trará prejuízo”.



3 Comentários
Oq é mercado?
Oq é Lei da Oferta e da Procura?
Oq é estoque?
Oq é consumo?
Oq é mercado externo?
Interno…
Rasga tudo isso, e se perguntem, oq é o Brasil?
É isso ai que está.
Um governo que controla inflação com paliativos eleitoreiros, não importa custo de produção, não importa dívida de produtor que vem vendendo o cereal a muito tempo a preços muito mais baixos que seu custo; e por isso da sua dívida tão debatida e prorrogada. Pessoal, sei que não sou produtor, mas, plantar arroz e colher dívida não da né?
Soja na várzea!!
Vergonha, o preço mínimo não é reajustado a anos e os custos de produção sobem ano a ano, mão de obra, combustíveis, etc…
Infelizmente não temos outra opção a não ser substituir nossas áreas por soja, pelo menos até nos capitalizarmos e nos tornarmos donos do nosso produto, ou seja, vendermos ao menos no momento que acharmos melhor.
Apenas gostaria de saber quando o nosso governo ira realizar leiloes para nós produtores adquirirmos adubos , sementes , óleo diesel , pois assim poderíamos ter um custo menor , todo mundo quer baixar o preço do arroz mas os custos de produção sobem dia após dia…