Conjuntura de perdas poderá trazer tendência de aumento dos preços do arroz

A lavoura orizícola do Rio Grande do Sul encontra-se nas fases majoritárias de desenvolvimento vegetativo, seguida de floração, com 76% no total. As fases de maturação já chegam aos 24%. No geral, as lavouras sofreram com a falta de luminosidade durante as chuvas; porém com a volta da normalidade climática, seguem as atividades de manejo, irrigação, aplicação de fertilizantes, defensivos e as de reconstrução de taipas, bueiros e estradas nas áreas atingidas.

As regiões que mais tiveram problemas com as condições meteorológicas nas últimas semanas foram a Central, Campanha e Fronteira Oeste. Nessa última, alguns produtores de arroz estão acionando os seguros para realização de laudos de prejuízos a fim de cobertura de seguro ou Proagro, sendo que a previsão é de perdas de 100% nas áreas que ficaram mais de sete dias alagadas. Em Manoel Viana, foram alagados 1.630 hectares. O prejuízo estimado poderá passar de oito milhões de reais, mas só poderá ser confirmado a partir das avaliações a serem feitas após as águas baixarem.

Há expectativa de queda de produção em lavouras atingidas pelos grandes volumes de chuvas e pelo baixo índice de insolação ocorridos em parte do RS. Essa diminuição de expectativa em relação ao rendimento de lavoura ocorre em muitas áreas das principais regiões produtoras. Acrescentam-se ainda as perdas localizadas em áreas por inundação e acamamento das plantas; tal circunstância, aliada aos baixos estoques do início da colheita, poderá ocasionar tendência de alta no preço do produto, o que poderá compensar, em parte, a queda de produtividade nessas áreas atingidas e os altos custos de produção desta safra.

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