Orizicultura gaúcha lamenta a morte do extensionista do Irga, José Gallego Tronchoni
Tronchoni, na primeira fila, de terno claro, à direita da foto, foi homenageado pela Federarroz em 2013.
(Por Planeta Arroz) A cadeia produtiva gaúcha 
Inicialmente atuou como instrutor no Curso de Secagem e Armazenagem, posteriormente foi coordenador adjunto do Centro. Em 1984 assumiu a gerência da Colônia Rízicola 1 (CR1), na Granja Vargas em Palmares do Sul, atuando até 1988 na melhoria técnica das lavouras, principalmente na adubação, aplainamento de solos e irrigação. Em 1988 foi lotado na Divisão de Assistência e Extensão Rural, como Chefe do 7º NATE em Santo Antônio da Patrulha, onde foi extensionista até 1993, quando assumiu a função e coordenador Regional da Planície Costeira Externa até 2015 quando se aposentou.
Tronchoni, especializou-se em várias áreas da lavoura arrozeira, com destaque no desenvolvimento e difusão do Sistema Pré-germinado, tendo como base as experiências das lavouras de Torres no RS e nas lavouras do vizinho estado de Santa Catarina. Participou ativamente na difusão desse sistema nas demais regiões gaúchas. Como extensionista, sempre se envolveu com as questões do Meio Ambiente, na busca da sustentabilidade da lavoura. Na Planície Costeira Externa foi importante participante dos Comitês de Bacia do Rio dos Sinos, Gravataí, Tramandaí e Litoral Médio, principalmente mediando conflitos de escassez de água.
Teve relevante participação na organização e execução dos Projetos do Programa Arroz RS do IRGA, Projeto 10, Selo Ambiental, Produção de Semente Certificada e Introdução da Soja nas áreas de Arroz, o que resultou no aumento de 2,5 toneladas na produtividade da lavoura arrozeira de Santo Antônio da Patrulha.
Mesmo depois de aposentado foi assessor o Departamento Técnico do IRGA na Planície Costeira Externa, representando a autarquia nos Comitês de Bacia e assessorando a Coordenadoria Regional. Foi um grande chefe de cozinha, especialista em preparar paellas, incentivando o consumo do arroz em vários eventos e na Expointer.
“José Gallego Tronchoni foi na essência, um agregador, um motivador que gostava de desafios, apaixonado por tudo que envolvia o arroz. Deixa um grande legado na pesquisa, na extensão e na lavoura, tendo seu trabalho reconhecido por colegas, técnicos, produtores, instituições, associações, prefeituras do Litoral do RS”, observa Athos Gadea. Em 2013, recebeu o título de “Homem do Arroz”, da Federarroz, durante a Abertura Oficial da Colheita, em Restinga Sêca. (Texto com colaboração de Luis Antônio Gomes, Márcio Jeovani e Vagner Santos).


