Uruguai pesquisa sobre uso do arroz em casca na alimentação animal

 Uruguai pesquisa sobre uso do arroz em casca na alimentação animal

Pesquisadores atendem solicitação da ACA uruguaia.

(Por Ámbito) Pesquisadores da Unidade de Produção Intensiva de Carne (UPIC), localizada na Estação Experimental Dr. Mario A. Cassinoni (Eemac) da Faculdade de Agronomia, a pedido da Associação de Produtores de Arroz (ACA), apresentarão na próxima semana, no norte do país, os resultados da pesquisa realizada para utilizar a casca do arroz na alimentação de bovinos de corte.

As apresentações, que serão feitas pelos agrônomos Álvaro Simeone e Victoria Burjel Bide, acontecerão na quinta-feira, 26 de fevereiro, no espaço Itacumbú, em Tomás Gomensoro, Artigas, e na sexta-feira, 27 de fevereiro, na Sociedade Rural Tacuarembó, ambas às 19h.
Em agosto de 2023, na conferência anual da UPIC, Simeone apresentou os primeiros resultados da utilização de arroz quebrado na alimentação de bovinos de engorda, o que, na época, permitiu aos produtores uma alternativa aos baixos preços do cereal. No entanto, a alta dos preços fez com que o arroz voltasse a ser destinado à indústria.

Em um ano desafiador como este, que mais uma vez enfrenta dificuldades em termos de preços para o setor arrozeiro, surge novamente a oportunidade para o arroz competir com outros grãos na alimentação animal e alcançar uma equação econômica mais rentável para os rizicultores.

De acordo com os resultados apresentados pela UPIC na época, o arroz deve ser utilizado beneficiado e pode substituir o sorgo na suplementação com azevém. Simeone relatou que, com a suplementação à base de sorgo, os bezerros ganharam 300 gramas com azevém, enquanto que, ao substituir o sorgo por arroz em casca, o ganho foi de 270 gramas, com boas taxas de conversão alimentar. Nesse sentido, ele indicou que, para que os números se justifiquem, o arroz deve custar até 85% do preço do sorgo.

No caso de bezerros criados em confinamento, Simeone explicou que o sorgo foi retirado da dieta e substituído por arroz em 45%, atingindo os mesmos níveis de ganho de peso diário. Neste caso, os cálculos são mais favoráveis ​​ao arroz, visto que, ao mesmo preço, ambos proporcionariam a mesma resposta produtiva.

O trabalho da UPIC não terminou naquele ano, embora os preços do arroz em casca tendessem a subir e seu uso na alimentação animal não fosse rentável. Na fase final, investigou-se a resposta alimentar de novilhos Hereford confinados, onde se observou que a substituição do milho em uma dieta de 45% por arroz em casca quebrado mantinha o mesmo desempenho animal, desde que ambos os ingredientes fossem oferecidos moídos e secos.

Por outro lado, se o grão de arroz em casca for moído e apresentar alto teor de umidade, como no caso do trabalho realizado com 23%, a eficiência de conversão alimentar melhora, permitindo a substituição do arroz pelo milho nas dietas dos currais, otimizando os custos com alimentação.

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