Epamig foca em terras altas para expandir produção de arroz em Minas

 Epamig foca em terras altas para expandir produção de arroz em Minas

Melhor produtividade com as novas cultivares da Epamig: Foto: Igor Rocha/Epamig

(Por Ana Gusmão) Descobrir mais arroz Arroz de arroz Minas Gerais alcança a 11ª posição nacional. Saiba como o projeto da Epamig impulsiona a produção de arroz em Minas através do cultivo em terras altas A produção de arroz em Minas Gerais vive um ciclo de revitalização estratégica que promete mudar o mapa produtivo do estado. Atualmente ocupando o 11º lugar entre os maiores produtores nacionais, Minas busca expandir sua participação no mercado por meio do cultivo em terras altas (sistema de sequeiro).

O movimento é liderado pelo projeto Semiarroz, desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com foco especial em levar tecnologia e segurança produtiva para regiões historicamente desafiadoras.

Projeto Semiarroz e a nova fronteira da produção de arroz em Minas

A iniciativa foca na expansão da cultura para áreas como o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha.

Segundo a pesquisadora da Epamig, Jenine Guides, o projeto é o motor dessa interiorização. Para garantir que o conhecimento chegue à ponta, já foram estabelecidas cerca de 200 unidades demonstrativas, que funcionam como vitrines tecnológicas e campos de teste para os agricultores. A estratégia vai além da simples distribuição de sementes; envolve a validação de cultivares, capacitação técnica e o acompanhamento direto.

Com suporte financeiro da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), o programa busca consolidar a produção de arroz em Minas como uma alternativa viável e rentável, especialmente para a agricultura familiar.

Salto de produtividade: do 18º para o 11º lugar nacional

O desempenho recente da rizicultura mineira impressiona os especialistas do setor. Dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) revelam que o estado saltou da 18ª para a 11ª posição no ranking nacional em um intervalo de apenas dois anos. Em 2024, a safra alcançou 88,7 mil toneladas, um volume que reflete a eficiência das novas tecnologias aplicadas ao campo.

Esse “renascimento” da cultura é impulsionado por sistemas produtivos mais resilientes e adaptados às condições climáticas locais, permitindo que a produção de arroz em Minas ganhe escala sem depender exclusivamente de áreas alagadas tradicionais.

Rentabilidade e sustentabilidade na produção de arroz em Minas

Para o produtor, o arroz deixou de ser apenas um item de subsistência para se tornar um ativo financeiro estratégico. Em algumas praças mineiras, o valor pago pelo quilo do grão chega a R$ 10,70, o que posiciona a cultura como uma excelente ferramenta de diversificação e incremento de renda. Além do retorno econômico, há um forte componente social e ambiental.

De acordo com Jenine Guides, a cultura promove a segurança alimentar nas comunidades rurais e ajuda no equilíbrio do ecossistema agrícola. A expectativa é que, com a abertura de novas frentes de plantio em terras altas, Minas Gerais acelere seu crescimento e se consolide como um player de destaque no cenário nacional.

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