Arroz segue em rota de recuperação

 Arroz segue em rota de recuperação

Média da saca no mercado gaúcho aumentou 3,38% na semana e 8,27% em um mês, aponta consultoria

(Por Correio do Povo) O mercado de arroz manteve uma trajetória de recuperação nesta semana, consolidando um processo de recomposição das cotações. A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira, 16, cotada a R$ 62,83, alta de 3,38% em relação à semana anterior, avanço de 8,27% sobre um mês atrás, e desvalorização de 6,36%. ante o mesmo período do ano passado. As informações são de Safras & Mercado.

“No mercado físico, o Indicador Safras ultrapassou o patamar de R$ 63 por saca, reforçando o movimento de fortalecimento observado desde o encerramento da colheita”, destaca o analista e consultor de Safras & Mercado Evandro Oliveira.

Entre os principais fatores de sustentação do mercado, lista a consultoria, destacam-se a recuperação gradual das cotações, a perspectiva de menor disponibilidade exportável dos Estados Unidos, o fortalecimento dos fundamentos internacionais e a confirmação de redução da área cultivada no Brasil.

Como contraponto, os elevados estoques mundiais continuam exercendo importante papel moderador sobre a formação dos preços, reduzindo a probabilidade de movimentos abruptos de valorização.

Safra 2026/2027

E as atenções do setor começam a se concentrar cada vez mais na safra 2026/27. “O comportamento do El Niño permanece como a principal variável para definição da área cultivada, da produtividade e do calendário agrícola”, acrescenta o analista.

“As estimativas continuam apontando para uma produção brasileira próxima, ou até mesmo inferior, a 10 milhões de toneladas em base casca, resultado da combinação entre provável redução de área e expectativa de menor produtividade”, comenta.

Mas as projeções ainda dependerão da evolução das condições climáticas ao longo dos próximos meses. “O ambiente de incerteza continua influenciando diretamente as decisões de investimento.”

Insumos adiados

Segundo a consultoria, muitos produtores seguem adiando a aquisição de insumos, no aguardo de maior previsibilidade climática antes da consolidação do planejamento da próxima temporada.

“Nesse contexto, cresce a expectativa de atrasos no calendário agrícola em diversas regiões, reforçando a importância do escalonamento do plantio como estratégia para reduzir riscos operacionais”, pondera.

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