Brusone atingiu a lavoura com força
Doença fúngica é inimiga da produtividade
Doença deve provocar perdas isoladas, prevê o Irga
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O Irga ainda não sabe determinar qual foi o tamanho do estrago que a brusone, doença provocada pelo fungo Pyricularia grisea, causou na área orizícola cachoeirense, mas admite que haverá prejuízo. Segundo o coordenador Jaceguay Barros, por enquanto a moléstia está restrita a áreas isoladas e em algumas lavouras.
Junto com as invasoras e os insetos, a brusone é uma doença que preocupa por pegar a planta de jeito. Quando não ataca as folhas, o fungo pode comprometer o colmo (haste) e até a panícula onde se desenvolvem os grãos. A melhor solução é prevenir, alertou Barros, pois, depois de instalada, a doença provoca danos irreversíveis.
Uma das maneiras de evitar o avanço do Pyricularia grisea é pelo uso de fungicidas, como o Bim, considerado um dos mais eficientes na prevenção da brusone. O coordenador do Irga explicou que o mercado de defensivos para doenças arrefeceu nos últimos anos porque as moléstias estavam relativamente sob controle.
PRAZO – O problema é que a resistência das novas variedades de arroz a doenças tem prazo determinado. “Esses fungos vão mudando seu metabolismo e vez por outra acabam provocando estragos”, explicou Barros.
PARA SABER MAIS
As principais ameaças à lavoura de arroz
Invasoras
A principal e mais conhecida é o arroz vermelho. Ela é controlada com tecnologia e manejo. Uma das principais armas para evitar o vermelho continua sendo o sistema de plantio direto.
Pragas
Os insetos são os principais predadores da lavoura orizícola. Entre eles se destacam a bicheira do pé, percevejos e uma infinidade de lagartas que devoram tudo o que encontram pela frente.
Doenças
Elas são provocadas especialmente por fungos. Uma das mais ameaçadoras é a brusone. O fungo Pyricularia grisea pode atacar a folha e impedir o processo de fotossíntese da planta. Pode atacar os colmos e até comprometer diretamente a panícula, onde se formam os grãos.
Fonte: Irga



3 Comentários
As colheitadeiras, ao entrarem nas lavouras prontas a partir de 15 de março vão apresentar números assustadores. Nunca vi tamanho dano. E não tem Bim no mercado!
O fungicida citado na reportagem ( BIM ) como o mais eficiente para o controle da Brusone é produzido por uma unica multinacional a DOW, não tem generico, e toda a atividade fica a merce de um unico fornecedor que nunca tem estoque e conduz o mercado conforme os seus interesses.
Além de tantas mazelas que o setor sofre, tem de se submeter ao monópolio de várias insumos agrícolas. O Custo fica cada vez mais alto e o esforço do governo se faz apenas em baixar os preços, ao invés de proteger a agricultura que tem um potencial enorme. Se correr o bicho pega se ficar o bicho papa.