Café lidera alta da cesta básica em Campinas, arroz tem a maior queda

 Café lidera alta da cesta básica em Campinas, arroz tem a maior queda

(Por Agência Brasil) O café foi o item que mais encareceu na cesta básica de Campinas ao longo de 2025, com aumento acumulado de 34,98%, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas. Mesmo com quedas expressivas em produtos como arroz e leite, o custo total da cesta terminou o ano em alta de 5,27%, chegando a R$ 782,81 em dezembro.

Além do café, também contribuíram para a elevação dos preços o tomate, que subiu 17% no período, e a carne, com alta de 10,78%. Em sentido oposto, o arroz apresentou a maior redução entre os itens analisados, com queda de 24,18%, seguido pelo leite (-19,22%) e pela manteiga (-10,46%).

O estudo, coordenado pelo professor Pedro de Miranda Costa, aponta que Campinas teve a maior variação de alta entre as cidades comparadas no levantamento, superando capitais como Salvador (4,04%), Belo Horizonte (2,40%) e Rio de Janeiro (2,40%). Brasília foi o único município a registrar retração mais significativa no período, com queda de 3,90%.

Apesar do fechamento do ano em patamar elevado, dezembro não concentrou o maior custo mensal da cesta básica em 2025. O pico foi registrado em abril, quando o conjunto de alimentos chegou a R$ 834.

A pesquisa também relaciona o custo da alimentação ao salário mínimo vigente, de R$ 1.518. Em Campinas, a cesta básica compromete 51,6% desse valor. Considerando uma família composta por dois adultos e duas crianças, a estimativa é de consumo de três cestas mensais, o que elevaria o gasto apenas com alimentação para R$ 2.348,43.

O levantamento segue os parâmetros estabelecidos em decreto-lei de 1938, que define 13 produtos considerados essenciais para suprir as necessidades alimentares mensais de um trabalhador adulto.

Preço da cesta básica de alimentos cai em 24 capitais

Em 2025, enquanto Campinas registrou avanço no custo da cesta básica, pesquisas nacionais também apontaram variações importantes em outras capitais brasileiras. Levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostraram que, em novembro, o preço da cesta básica caiu em 24 das 27 capitais pesquisadas em comparação com o mês anterior, com destaque para reduções em cidades como Macapá, Porto Alegre e Maceió. A queda nos preços de produtos como arroz, tomate e até café contribuiu para essa tendência de redução do custo nos supermercados de grande parte do país.

Esses dados nacionais indicam que, apesar de variações mensais nos valores dos alimentos essenciais, o comportamento dos preços pode divergir bastante entre regiões, refletindo fatores como oferta local, dinâmica de produção e distribuição e condições específicas de mercado em cada cidade.

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