Cai a venda de calcário no RS

Com perda da renda em 2005, o produtor reduziu o uso de insumos. O calcário refletiu esta queda. A aplicação foi de apenas 10% do volume recomendado.

O Rio Grande do Sul está aplicando muito menos do que as 7 milhões de toneladas de calcário recomendadas pelos técnicos. Em 2005, aplicou 10% desse volume em suas lavouras, ante 2,1 milhões de t no ano anterior. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Calcário no RS (Sindicalc), Oscar Raabe, sem a análise e a correção do solo, é impossível ser competitivo.

– Para a agricultura se dar bem é preciso corrigir a acidez do solo e o investimento que o produtor tira no primeiro ano com o aumento de produção – afirmou.

O efeito residual no solo é outro fator compensador.

– Após a primeira aplicação, o calcário garante proteção por mais quatro anos.

No entanto, o setor, que trabalhou com capacidade ociosa no RS em 2005 (a indústria pode oferecer até 6 milhões de t), não vê se concretizar apoio da União. Raabe observa a morosidade na implementação do Plano Nacional de Correção do Solo, entregue ao Ministério da Agricultura no primeiro semestre do ano passado.

– O calcário ainda não é prioridade – lamenta.

Das 11 empresas do RS, seis são as maiores fornecedoras do produto no país. Como orientação, o dirigente recomenda a aplicação de calcário dois meses antes da semeadura e lembra o financiamento via Prosolo, do governo federal:

– São até cinco anos para pagar com juros de 8,75% ao ano.

Para 2006, a meta é conscientizar o produtor da importância do calcário.

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