Câmara Setorial pede suspensão temporária dos leilões de arroz
No mercado gaúcho, a saca é negociada em média por R$ 35,17 nesta semana, com alta de 2,39% em relação à anterior, conforme levantamento da Emater.
O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz, Francisco Schardong, pediu hoje a suspensão temporária dos leilões de estoques públicos do grão, realizados semanalmente desde 5 de maio pela Conab. Ele argumentou que o objetivo, com a suspensão, é realizar uma reunião de avaliação do mercado, que havia sido combinada entre o governo e a cadeia produtiva no final de abril.
O dirigente recordou, em documento enviado hoje ao Ministério da Agricultura, que o setor produtivo foi penalizado nas últimas quatro safras por preços baixos. A solicitação amplia pedido encaminhado pela Federarroz, que já havia reivindicado intervalo maior entre os leilões, de 15 dias em vez de uma semana, além de redução no volume da oferta pública.
– O preço final ao consumidor é importante sob todos os aspectos, mas não haverá preço final se não olharmos o preço inicial pago ao produtor – ponderou Schardong.
O leilão da Conab que está em andamento hoje já negociou 67,515 mil toneladas depositadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A expectativa da Conab é que o leilão termine após 20h. O preço médio ponderado ficou em R$ 32,63 por saca no produto negociado no aviso 173 e em R$ 32,27 no aviso 174. No mercado gaúcho, a saca é negociada em média por R$ 35,17 nesta semana, com alta de 2,39% em relação à anterior, conforme levantamento da Emater. (Sandra Hahn)


