Comissão de Agricultura discute preços dos fertilizantes e dívidas

O primeiro encontro acontece na próxima quinta-feira (26), e servirá para debater o aumento nos preços dos fertilizantes minerais.

No mesmo dia em que aprovou requerimento do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) para a realização de uma reunião de trabalho em Porto Alegre para discutir o endividamento agrícola, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR) ratificou outras proposições do parlamentar. O órgão técnico autorizou a realização de duas audiências públicas.

O primeiro encontro acontece na próxima quinta-feira (26), e servirá para debater o aumento nos preços dos fertilizantes minerais. Heinze afirma que o valor desses produtos foram majorados em até 70% se comparado ao praticado no ano passado. O deputado cita o Super Fosfato Simples (utilizado na semeadura de plantas como trigo, cevada e milho), que passou de 130 dólares (cerca de R$ 273) para 225 dólares (R$ 472) a tonelada. Já a uréia, principal fonte de nitrogênio empregada na adubação, subiu de 330 dólares (R$ 693) para 423 dólares (R$ 888) a tonelada. “Se considerarmos que, nesse período, o real valorizou-se em relação à moeda norte-americana, os aumentos reais de preços foram ainda maiores”, reclama.

Heinze considera o produtor rural o “elo mais frágil” nas negociações das cadeias produtivas do agronegócio, pois tem pouco poder de resistência aos preços impostos pelos fornecedores de insumos para a produção. “A dependência dos fertilizantes o fragiliza nos momentos de negociação. Por isso, compete a nós, deputados federais, ouvirmos os setores envolvidos para consolidarmos uma posição da Comissão de Agricultura, em relação a essa demanda do setor produtivo agrícola”, defende.

Seguro Agrícola: A CAPADR também autorizou a realização de uma audiência pública para retomar o debate e aprofundar as questões para implantação do seguro agrícola no País. “Precisamos retomar o assunto e obter as linhas de ação necessárias para a efetiva implantação do seguro, pois com ele se dará maior segurança à atividade produtiva da agropecuária e ao próprio financiamento da atividade”, explicou.

A reunião ainda não tem data marcada.

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