Conhecimento e investimento multiplicam a produção
Associação dos Agricultores de Dom Pedrito (AADP) propõe a evolução da lavoura por meio do conhecimento, investimento e aplicação de tecnologias.
O 11º Seminário Lavoura em Evolução, realizado no último final de semana pela Associação dos Agricultores de Dom Pedrito (AADP), reuniu mais de 350 agropecuaristas de 35 municípios gaúchos para conhecerem novas tecnologias, debaterem sua aplicabilidade e, propôs que o conhecimento seja transformado em eficiência na produção limpa de alimentos. O presidente da Associação, Ricardinho Pilecco, destacou que o seminário busca a evolução da agricultura na Metade Sul gaúcha.
O presidente da Federarroz e diretor da AADP, Renato Rocha, lembrou que a entidade fez a lição de casa, ou seja, estimulou o agricultor ao uso das melhores tecnologias, a busca contínua de resultados na lavoura, garantindo rentabilidade, para atender este novo momento de demanda mundial por alimentos, restando agora ao governo fazer a sua parte, seja pela definição de uma política agrícola que assegure renda ao setor produtivo, como o controle dos preços dos insumos e a redução da carga tributária sobre a produção.
– Quem participou recebeu informações valiosas e estratégicas sobre a gestão de pessoas, os usos da água com economicidade e ganho produtivo, tendências do clima, compra inteligente de insumos, aplicação de tecnologias para alta produtividade em lavouras irrigadas e de sequeiro, alternativas de armazenagem com qualidade e ganhos de mercado, bem como a adoção de culturas alternativas como silvicultura – frisou.
Merece destaque a conclusão de que a Metade Sul gaúcha pode sim crescer horizontalmente e verticalmente na produção de alimentos, potencializando sua vocação e diversificando sua matriz produtiva, gerando novas oportunidades, mais empregos, mais renda, acelerando seu desenvolvimento com investimentos nas barragens.
– Está provado que nosso limitante é a água, pois temos disponibilidade de área, solo rico e um produtor tecnificado e motivado a produzir. Esta condição nos garante que investimentos para reservar a água das chuvas de inverno poderão garantir fartas colheitas no verão – frisou Rocha.
Além de potencializar a produção de arroz, que faz da região uma referência nas Américas e garantir o abastecimento público das comunidades, abre espaço para outras culturas irrigadas como fruticultura e horticultura que poderão ser exploradas em grande escala. Na bacia do Rio Santa Maria existem projetos de 12 grandes barragens, duas delas devem ser iniciadas em 2008: Taquarembó, em Dom Pedrito, e Jaguari, em Rosário do Sul.
SOCIAL
Os investimentos nas duas barragens resultarão em mais de oito mil novos postos de trabalho, entre diretos e indiretos, a médio e longo prazo.
Segundo Ricardinho Pilecco, as populações da região de fronteira há muitos anos estão estagnadas com constantes migrações para as regiões da Serra e Metropolitana em busca de postos de trabalho e formação universitária, que após concluídos permanecem nos grandes centros.
– Em decorrência, temos o inchaço das grandes cidades, o aumento nos índices de miséria e violência, que poderia ser minimizado com a permanência do homem no campo, produzindo alimentos. Os municípios sairiam fortalecidos, bem como a lavoura e o estado – acrescenta Renato Rocha.
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