Dia de campo em Cristal recebe em torno de 300 participantes
Integração Lavoura Pecuária atraiu rizicultores de todo o Estado
A rotação de culturas com a soja esteve em discussão.
De acordo com o representante da Integrar, Felipe Carmona, o objetivo é fomentar a diversificação das atividades agropecuárias na várzea. O dia de campo, que deve ser reeditado ainda este ano no inverno, provavelmente no mês de agosto, quer massificar conceitos como a rotação de culturas, sistema integrado de produção agropecuária e manejo mais conservacionista do solo.
“Estão sendo testados aqui desde o monocultivo do arroz em preparo convencional até o uso de várias espécies forrageiras de inverno e de verão e culturas comerciais de verão, como a soja e o milho, além do arroz.” Carmona explica que com o passar do tempo, serão avaliados quais os sistemas mais efetivos do ponto de vista de enriquecimento do solo, controle do arroz vermelho, emissão de gases do efeito estufa e o mais importante, a rentabilidade.
Os ensaios ocorrem em área experimental de natureza público-privada, onde são testados, desde 2013, diferentes sistemas que envolvem as variáveis diversidade e intensidade, representando os modelos de produção para os diferentes cenários nas terras baixas do Rio Grande do Sul. Este estudo, iniciado em 2013, deve ocorrer a longo prazo, inicialmente pelo período de dez anos. No dia de campo, foram apresentadas quatro estações técnicas e duas comerciais.
Ao longo das quatro estações técnicas apresentadas no roteiro de campo, os participantes puderam observar desde os resultados preliminares quanto à fertilidade do solo e controle de plantas invasoras, como o arroz vermelho e preto e capim arroz, apresentados a partir da utilização de diferentes sistemas, como o plantio convencional, direto e rotação de culturas.
Também foram apresentados os benefícios da pecuária para esta fertilidade. De acordo com o pesquisador da Embrapa Terras Baixas, Jamir da Silva, o animal pode devolver para o solo até 90% do que ele consome, através da urina e das fezes, com uma vantagem, o processo de decomposição da matéria seca é acelerado pelo rúmen. Segundo ele, é preciso desfazer o mito de que o animal compacta solo. “O que compacta solo é a carga animal, que pode ser ajustada a partir da taxa de crescimento diário da pastagem”, ressaltou.
Ao meio-dia, foi servido carreteiro preparado pela equipe de gastronomia do Irga. Em seguida, foi realizada mesa-redonda, com a participação de produtores que já adotam sistemas integrados em suas propriedades. Eles relataram suas experiências e responderam aos questionamentos dos participantes.


