Estado garante estrutura para a exportação de 600 mil toneladas de arroz por ano
. O governo gaúcho assinou, nesta segunda-feira (19), o contrato com a empresa Safra para a transformação do silo da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) em um terminal de exportação no Porto de Rio Grande
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Transformação da unidade da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) de Rio Grande em terminal de exportação receberá investimento de 469,5 mil
Um dos grandes gargalos para a exportação de arroz está com os dias contados. O governo gaúcho assinou, nesta segunda-feira (19), o contrato com a empresa Safra para a transformação do silo da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) em um terminal de exportação no Porto de Rio Grande.
A obra, que receberá investimento da Cesa de R$ 469,5 mil, deve iniciar ainda nesta semana e a expectativa é de que até agosto os arrozeiros gaúchos tenham uma alternativa para escoar 600 mil toneladas por ano.
Na assinatura do contrato, na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), o João Carlos Machado disse que a obra foi anunciada pela governadora Yeda Crusius na Abertura da Colheita do Arroz, no final de fevereiro, em Cachoeirinha.
– Estamos cumprindo uma promessa feita pela governadora, que beneficiará toda a cadeia, desde os produtores até a indústria – destacou.
Segundo ele, a reforma possibilitará a logística completa para a venda do arroz no mercado internacional.
– A obra ainda abre uma alternativa de transporte fluvial ao arroz, desafogando as estradas gaúchas – completou.
As unidades de Cachoeira do Sul, Estrela e Porto Alegre podem ser utilizadas para o transporte fluvial do cereal até Rio Grande.
O presidente da Cesa, Juvir Mattuella, destacou o tempo recorde da licitação.
– Abrimos a concorrência e chegamos a um vencedor em menos de 45 dias – comemorou.
A companhia recebeu nove propostas e a empresa vencedora foi a que apresentou o menor valor. Conforme Mattuella, a Cesa de Rio Grande possui hoje 32 mil toneladas de arroz armazenadas (mais 8 mil toneladas de arroz em casca) prontas para serem embarcadas ao exterior.
– Temos pressa em abrir mercados para o nosso produto. Se for preciso, trabalharemos até 24 horas por dia – disse.
Preferência
O terminal dará preferência à exportação de arroz e, em principio, terão acessos navios de pequeno e grande porte. O produto será estocado no silo e transportado via terminal para ser lançado em navios. De acordo com o presidente do Irga, Maurício Fischer, devem ser exportadas 600 mil toneladas de arroz por ano.
O setor enfrenta forte concorrência de outros produtos, principalmente a soja, entre abril e agosto. Nesses meses, as exportações são historicamente pequenas pelas dificuldades portuárias. Como a soja tem uma produção maior e terminais específicos ? o que até então não acontecia com o arroz ? a prioridade é da leguminosa.
Mattuella comentou que, dentro de seis meses, será aumentada a profundidade do Porto de Rio Grande, permitindo que navios de maior porte (30 pés e, daqui dois anos e meio, 40 pés) ancorem no terminal. O silo tem capacidade estática de 51,5 mil toneladas. São 60 células com aeração e, cada célula, tem capacidade para 550 toneladas de arroz.
Produção
O Rio Grande do Sul tem a maior produção de arroz do Brasil, com uma safra com colheita em finalização de 7,3 milhões de toneladas.
– O Rio Grande do Sul colherá a maior safra da sua história – lembrou o secretário da Agricultura, sublinhando também o mais alto índice de produtividade da lavoura orizícola.
A meta do setor arrozeiro é exportar 10% da produção nos próximos anos. Através de esforços conjuntos entre produtores, cadeia produtiva e o governo gaúcho, foram exportadas quase 1 milhão de toneladas nos últimos três anos.


