Exportações de arroz quebrado recomeçam
Apesar de um dezembro com fraco movimento de exportação no Porto de Rio Grande, em janeiro já serão retomadas as cargas. A África segue sendo o principal destino.
Apesar de um fraco movimento registrado no mês de dezembro, devido à grande concentração no mês de novembro, as exportações brasileiras de arroz principalmente quebrados estão sendo retomadas no porto de Rio Grande (RS). Cerca de 25 mil toneladas de produto já estão depositados para embarque de um navio. Há possibilidade de uma segunda embarcação carregar ainda em janeiro.
Atualmente o canjicão é cotado internamente a R$ 18,50, ou seja, 21,3% abaixo da média de R$ 23,50 de 2005. A quirera que também é misturada ao canjicão na exportação de quebrados é cotada a R$ 17,00 no mercado gaúcho (-19%) contra a média de R$ 21,00.
Esta situação, segundo o diretor de uma trade que está atuando fortemente na exportação de arroz, se deve principalmente à retração dos preços destes derivados no mercado internacional.
– O mercado caiu porque aumentou a concorrência na Africa com a entrada da safra da Índia e do Paquistão. Os preços baixaram aproximadamente US$ 30,00/t e os preços internos precisaram se adequar para o Brasil continuar com participação nos mercado internacional.
Ajudou nesta recomposição de preços do mercado o fato do Rio Grande do Sul estar operando com o final dos seus estoques, com produto naturalmente de menor qualidade que no primeiro semestre após a safra e, portanto, com produção de maior volume de derivados. O aumento da oferta e a saída de algumas indústrias que trabalham com esta matéria-prima do mercado para férias coletivas, ajudam a segurar os preços em patamares que permitam a concorrência com os parâmetros internacionais.


