Famurs lidera frente de trabalho para debater queda dos preços do arroz no RS
(Por Planeta Arroz, com assessoria) A Famurs lidera uma frente de trabalho para debater a queda dos preços do arroz no Rio Grande do Sul. Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (16/12), na sede da Federação, a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, recebeu representantes de entidades, prefeitos do Litoral Norte e lideranças do setor orizícola para discutir os impactos desse cenário nos municípios.
Situação atual
O setor segue sofrendo com a queda dos preços, mesmo diante de um mercado considerado aquecido. Segundo o Cepea/Irga-RS, o movimento de baixa está relacionado ao excesso de oferta, à necessidade de capitalização de parte dos produtores e ao fato de que, mesmo com o aumento da demanda, isso ainda não tem sido suficiente para sustentar os valores pagos pelo grão.
A saca de 50 quilos do arroz, cotada a R$ 52,92 no início de dezembro, registrou queda de 0,68% desde o início do mês, ficando próxima do menor preço já registrado no Estado, de R$ 48,26 a saca, registrado em maio de 2011.
Encaminhamentos
Para enfrentar o problema, a Famurs irá criar um grupo técnico para discutir ações que alavanquem a cadeia orizícola, junto à Farsul, Federarroz, Irga e Fetag, em parceria com produtores do Litoral Norte. Entre as iniciativas, uma ação imediata será o lançamento de uma campanha de posicionamento e divulgação dos impactos da crise, considerando que mais de 200 municípios gaúchos têm no setor produtivo do arroz sua principal fonte de receita.
“Esse grupo de trabalho irá debater as demandas do setor e construir uma nota técnica com os principais problemas enfrentados. O objetivo vai além de estar ao lado dos prefeitos e prefeitas: é compreender e enfrentar as dificuldades vividas por cada produtor de arroz diante da queda dos preços”, enfatizou a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira.
Além da presidente Adriane, a reunião contou com a presença do presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes; do presidente da Federarroz, Alexandre Velho; do vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino; do presidente do Irga, Eduardo Bonotto; do prefeito de Imbé e vice-presidente da Famurs, Luis Henrique Vedovato; do assessor do deputado federal Afonso Hamm, Hiago Bichet; além de prefeitos, produtores rurais do Litoral Norte, coordenação e equipe técnica da Famurs.
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1 Comentário
Blá, blá, blá… e não vai dar em nada! Mas vou ajudar…
1 – Mercado mundial com excesso de oferta.
2 – Redução do consumo nacional.
3 – Excesso de produção no mercado interno.
4 – Tributação zero das importações. E aumento da tributação das exportações.
5 – Custo alto de produção, com valores muito altos nos arrendamentos, juros bancários e insumos.
6 – Frustrações nas últimas safras em função das secas e enchentes.
7 – Falta de profissionalização de muitos produtores, principalmente em questão financeira e administrativa.
8 – Excesso de regras ambientais.
9 – Falta de apoio do governo federal e estadual, principalmente na questão da repactuação de dívidas. Necessidade de uma Securitização nos mesmos moldes de 1995/1996, ampliando prazos e a possibilidade de converter os débito em produto.
10 – A definição de uma reforma tributária que possibilite a nivelação do ICMS nos Estados evitando uma guerra fiscal desproporcional entre os entes da federação…
Poderia citar outros mecanismos, mas creio que esses são os principais… Leilões da Conab e intervenções de aquisição tem, historicamente, mais atrapalhado do que ajudado o mercado a fluir… O produtor tem que saber ler o mercado e entender a importância da rotação de cultura e as tendências de mercado! A fronteira-oeste já está entendendo isso e cultivando cada vez mais soja, milho e trigo e, adotando técnicas modernas de confinamento bovino para exportação… Um feliz natal a todos e um excelente 2026!!!