Goiás: seca causa prejuízo de R$ 262 milhões

Em Rio Verde, o prejuízo foi de 89.246 toneladas nas plantações de algodão, arroz e soja.

A estiagem provocou prejuízos para 26 municípios goianos que tiveram déficit de 585.367 toneladas de grãos. Os dados são da Defesa Civil, que contabilizou danos financeiros no Estado na ordem dos R$ 262 milhões. A falta de chuvas prejudicou 206.546 pessoas que dependem diretamente da agricultura. As cidades goianas mais afetadas foram Rio Verde, Paraúna, Chapadão do Céu, Acreúna, Porteirão e Bom Jesus.

Em Rio Verde, o prejuízo foi de 89.246 toneladas nas plantações de algodão, arroz e soja. Financeiramente, o município perdeu a cifra de R$ 38,8 milhões e 104.168 rio-verdenses foram afetados. Na cidade de Paraúna, as plantações de soja e algodão tiveram déficit de 70.925 toneladas. Na economia local os reflexos foram de R$ 31.399.880 a menos.

No município de Chapadão do Céu os danos atingiram 61.950 toneladas de soja, milho, arroz e algodão. A cidade teve prejuízo de R$ 31.007.700 e 3.200 pessoas foram afetadas. Já em Acreúna, os agricultores perderam R$ 22.637.420. Nas plantações de arroz, milho, soja e algodão os danos causados pela estiagem atingiram 49.246 toneladas de grãos.

No município de Porteirão, a seca registrada neste ano ocasionou prejuízos de 48,224 toneladas nas plantações de arroz, algodão, soja, milho e sorgo e prejudicou 1.731 pessoas. Este déficit gerou danos financeiros na ordem de R$ 18.395.640. Já em Bom Jesus, 46.448 toneladas de arroz, algodão e soja não vingaram. Com este fato, R$ 20.922.600 deixaram de circular na cidade.

EMERGÊNCIA

Dos 26 municípios, três não foram reconhecidos pelos governos federal e estadual, como em situação de emergência por falta de documentação. São eles Palmeiras de Goiás, Vila Procópio e Morrinhos. Do outro lado, 21 cidades tiveram parecer favorável da Defesa Civil e a situação caótica foi reconhecida pelo governo federal. Para estes locais, decretaram-se situação de emergência.

A Defesa Civil está em fase de finalização dos dados sobre o levantamento dos recursos financeiros liberados pelo Ministério da Integração Nacional, aos municípios goianos reconhecidos como estado de calamidade pública, por causa da estiagem. Enquadrados na situação de emergência, os municípios recebem benefícios como a ação da Defesa Civil, obtêm prolongamento ou renegociação das dívidas dos agricultores e novas linhas de crédito.

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