Governo federal deve leiloar 13% dos estoques de arroz em maio e preços seguem em ascensão no RS

Mesmo com a oferta de uma quantidade razoável do produto, os preços estão se mantendo estáveis, com viés de alta, como era esperado pelo setor arrozeiro.

O governo federal já leiloou 98,3 mil toneladas de arroz do Rio Grande do Sul, o que corresponde a 7,4% do produto depositado nos armazéns gaúchos. Como um novo leilão está marcado para a próxima semana – com a oferta de 70 mil toneladas para o RS – o valor deverá chegar a 13%, se todos os lotes forem negociados. De acordo com os dados da Conab, os estoques públicos de arroz eram de 1,32 milhão de toneladas em março no Estado.

O analista de mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Federarroz, Marco Tavares, informa que há uma grande procura de bolsas de mercadorias de outros estados pelo arroz gaúcho, estimulando a alta dos preços.

Tavares estima que em torno de 12% do produto negociado no último leilão foi adquirido por bolsas do Mato Grosso, Minas Gerais e Brasília, por exemplo, o que demonstra “que as indústrias dessas regiões apresentam grande interesse pelo grão”.

Para o presidente do Irga, Maurício Fischer, mesmo com a oferta de uma quantidade razoável do produto, os preços estão se mantendo estáveis, com viés de alta, como era esperado pelo setor arrozeiro.

– Depois de três anos consecutivos com preços abaixo do custo de produção, a atual situação do mercado internacional permite que os produtores vislumbrem um cenário favorável para o cereal – afirma.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca de arroz está cotada a R$ 35,48 e, desde que os leilões iniciaram, no dia 5 de maio, o produto teve uma valorização de 7%. Já no cenário mundial, os preços para exportação de países como Argentina, Uruguai e Tailândia romperam a barreira de U$$ 1 mil por tonelada (FOB).

O próximo pregão terá uma oferta de 80,3 mil toneladas de arroz. Cerca de 70 mil estão depositados no Rio Grande do Sul e 10 mil toneladas em Santa Catarina. O governo federal ainda colocará em leilão uma pequena quantidade do produto armazenado no Mato Grosso e em Minas Gerais. A operação está marcada para o dia 21 de maio, a partir das 9 horas.

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