Irga promove treinamento sobre o Arroz RS 14
(Por Fabrízio Fernández/ Ascom Seapi) O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) realizou, nesta quinta-feira (16/4), treinamento técnico interno sobre manejo e qualidade de sementes de gramíneas de inverno para a sua equipe profissional. A reunião ocorreu na Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD), em Camaquã e contou com a participação de sementeiros, Embrapa Clima Temperado, de Pelotas/RS. e profissionais do Instituto.
Durante a programação, os representantes da empresa Simão Sementes, Marcos Tomazetti e Cristiano Ertel, apresentaram o sistema de processo de multiplicação de sementes de azevém. Após, a apresentação foi do representante da Embrapa Clima Temperado, Élbio Cardoso, que falou sobre as principais variedades de azevém produzidas pela Embrapa. As informações sobre o manejo das forragens de inverno foi explicada pelo pesquisador do Irga, Cleiton Ramão, da Coordenadoria Regional da Fronteira Oeste, em Uruguaiana.
O treinamento com a equipe do Irga para o manejo de inverno reforça a importância da pós-colheita e da drenagem da área de arroz irrigado. Ramão ressalta que “a adubação é um momento importante e a pastagem de inverno, como azevém, depende de tratos culturais com conhecimento técnico. A altura correta da pastagem para os animais e o manejo das culturas de inverno precisam ser mostradas, desde a condução dos campos de azevém como de outras culturas de inverno. Esses cuidados e as características técnicas de sementes de inverno foram demonstrados neste treinamento”, destacou.
A condução das sementeiras e os requisitos mínimos são diferentes dos manejos de pastagens. Para o agrônomo, as práticas envolvidas com as culturas no frio têm suas especificidades e “o manejo operacional de culturas de inverno, como azevém, precisam de adubações nitrogenadas em cobertura e observância do melhor momento de entrada dos animais no campo para o pastejo. “As condições de manejo pecuário e das pastagens de inverno em suas situações práticas, dependem de orientação técnica específica”, concluiu o pesquisador.
O treinamento reforçou a ação do Irga em busca da produtividade e da sustentabilidade da lavoura orizícola, também por meio da integração com culturas de inverno. Algumas das tecnologias propostas fortalecem o mítico Projeto 10, e seus sucessores, e também o Projeto Soja 6000, buscando a resiliência e a sustentabilidade da lavoura arrozeira. Entre as práticas recomendadas estão a semeadura direta, irrigação antecipada, rotação de culturas, colheita no seco, e técnicas que reúnam boas práticas agrícolas e ambientais, e que no conjunto gerem condições das cultivares explorarem o máximo potencial produtivo.


