Mercado de expectativas
Setor começa a acreditar em recuperação dos preços e cotações têm ligeiro aumento.
O mercado de arroz no Rio Grande do Sul viveu uma semana com mais expectativas do que resultados, com a comercialização bastante travada e muita conversa, mas poucos negócios significativos. A expectativa de que os preços ao produtor retomem uma trajetória de alta, porém, movimentou os contatos entre produtores, corretores e indústrias. O setor acredita que a indústria voltará a demandar arroz, com o final dos estoques adquiridos em abril/maio, durante a alta. Na contramão, preocupa o aumento da oferta de arroz argentino e, até, uruguaio, em menor escala.
Os preços referenciais aumentaram ligeiramente, com indicação média de R$ 32,50 para a saca de arroz de 50 quilos, com 58% de grãos inteiros, em Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Santa Maria, Alegrete, São Gabriel e Rosário do Sul. O produto com estas especificações, posto na indústria, alcança média superior em R$ 1,00 nos centros industriais de Pelotas, Camaquã, Uruguaiana, Itaqui e São Borja, com até R$ 36,00 para variedades nobres nos pólos da fronteira e R$ 40,00 no Litoral Norte, mas neste caso com até 65% de grãos inteiros.
O indicador Cepea/Esalq e BM&F, indica preço médio de R$ 33, 38 para o arroz posto na indústria no Rio Grande do Sul (frete incluso), para os padrões de 58×10. No mês, o produto acumula variação positiva de 1% nas cotações. Na semana, houve elevação de 10 centavos no preço médio da saca do arroz gaúcho, segundo este indicador.
LEILÃO
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou esta semana que realizará, no dia 27, mais um leilão de arroz. Serão ofertadas 60 mil toneladas do cereal, sendo 50 mil toneladas do Rio Grande do Sul e 10 mil toneladas de Santa Catarina. Outra decisão é a de que, se o preço do produto não se mantiver estável, voltando a subir, a empresa vai aumentar o número de leilões e a quantidade de arroz ofertada ao mercado. Até o momento, a Conab ofertou 410 mil toneladas de arroz em leilões de regularização do mercado, volume que chegará aos 470 mil ao final do mês.
CLASSIFICAÇÃO
Na próxima semana os órgãos técnicos estarão reunidos em Brasília com a Câmara Setorial Nacional do Arroz para a discussão da reforma e atualização da Portaria 269, que determina a classificação e padrões do cereal e normatiza sua comercialização. É certo que novos estudos serão realizados na próxima safra, mas alguns assuntos como a regulamentação de produtos comercializado com mistura de grãos, embalagens com arroz beneficiado em diferentes processos e/ou o arroz pré-cozido ou pratos pré-prontos, serão alvo de normatização.
MERCADO
A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica manutenção do preço médio de R$ 64,00 para a saca de arroz beneficiado, 60 quilos, tipo 1. A saca do produto em casca, 50kg, padrão de 58% de inteiros, no Rio Grande do Sul, segue cotada pela corretora a 33,00. Os derivados mantiveram os preços, com a tonelada do farelo de arroz em R$ 320,00, o canjicão firme em R$ 42,00 e a quirera nos R$ 34,00. O preço médio do arroz beneficiado branco, no atacado, em São Paulo, para o fardo de 30 Kg tipo 2, é de R$ 42,50, entre R$ 35,00 e R$ 47,00 conforme as marcas.


