Mercado externo será a alternativa para o arroz em 2006
Safra no próximo ano deve ter produtividade inferior à produção de 2005.
O arroz gaúcho pode encontrar na exportação uma alternativa para retirar parte da produção do país. A opção também pode aumentar o preço da saca no mercado interno, que chegou aos R$ 13,00 na safra de 2005, valor inferior ao custo de produção de cerca de R$ 30,00. A Falta de recursos próprios e de crédito bancário para investimentos na safra 2006 devem reduzir a produtividade. Contudo, a falta de chuva ainda não preocupa entidades ligadas ao setor.
Segundo o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Pery Coelho, a área de plantio da safra 2006 ficou em cerca de 1,04 milhão de hectares, muito próxima dos 1,036 milhão registrado na safra deste ano. Ele entende que a falta de recursos foi amenizada pela queda no preço de parte dos insumos, como adubos e fertilizantes, que tem matérias-primas cotadas em moeda americana. A previsão é de que a produção gaúcha fique abaixo dos 6,3 milhões registrados neste ano.
A safra 2006 deve ter uma produtividade menor, ficando abaixo dos 6 mil quilos por hectare, marca alcançada neste ano e que é muito boa para os padrões gaúchos afirmou o diretor-executivo da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), Renato Rocha.
Ele entende que a irregularidade das chuvas nos dois últimos meses ainda não preocupa a Federarroz. Rocha ressaltou que a maioria dos produtores foi prudente, plantando apenas o que as reservas hídricas, ou seja, o nível de suas barragens, permitiam.Se a crise do arroz neste ano trouxe algo de bom foi a retirada de campo de alguns produtores do centro do país.
Segundo o presidente do Irga, a produção de arroz de sequeiro, sem irrigação e de menor qualidade, deve ser menor em 2006 diminuindo a oferta no mercado nacional. A expectativa é que aliada a exportação, isso auxilie na recomposição do preço do arroz, atingindo valores superiores a R$ 30 por saca.


