Ministro diz que se necessário tomará medidas enérgicas

Stephanes é o primeiro ministro da Agricultura com perfil político durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já que seus antecessores, Luís Carlos Guedes Pinto e Roberto Rodrigues, são técnicos com perfil acadêmico.

O novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta terça-feira (27-03), em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo, que pretende, como homem, público, compreender os críticos, procurar a conciliação e a harmonia, “mas, se necessário, tomar decisões mesmo que contrariem os interesses de determinados segmentos”.

Stephanes é o primeiro ministro da Agricultura com perfil político durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já que seus antecessores, Luís Carlos Guedes Pinto e Roberto Rodrigues, são técnicos com perfil acadêmico.

Stephanes reafirmou, em seu discurso, que seguirá a recomendação dada pelo presidente Lula na posse de sexta-feira, de “olhar para aqueles que não podem estar aqui representados e por aqueles que mais precisam do governo”, afirmou durante a cerimônia.

O ministro destacou a importância do agronegócio e da pequena propriedade familiar como bases de desenvolvimento e pregou capacidade de diálogo entre os setores.

– Mesmo que tenha de me colocar a frente das reivindicações e dos legítimos interesses do setor agrícola e, muitas vezes, ter opiniões conflitantes com outras áreas do governo, devo demonstrar capacidade de negociação, de entendimento e de harmonia com os demais setores responsáveis pelo desenvolvimento – afirmou o ministro.

Por fim, Stephanes pediu às instituições e aos seus técnicos ligadas ao agronegócio que se questionem sobre qual é a sua missão.

– Afinal, quem produz são os agricultores e cabe a nós facilitar-lhes essa tarefa – concluiu o ministro, que elogiou ainda “a sucessão de boas gestões” de Guedes e Rodrigues, bem como do ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes.

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