Nutrição do arroz em terras altas é tema de palestra em seminário
Nutrição de arroz em manejo rotacionado será destacada em seminário em Sinop .
O engenheiro agrônomo Lino Ricardo Rios Furia será um dos palestrantes do 11º Seminário da Cultura do Arroz e Dia de Campo que acontecerá em Sinop nos dias 23 e 24 de setembro. O agrônomo falará sobre nutrição da cultura do arroz em manejo rotacionado.
Segundo ele, no processo de modernização e racionalização da agricultura brasileira, o uso de adubação adequada constitui um fator importante para o aumento da produtividade. O custo crescente dos insumos agrícolas exige, cada vez mais, a adoção de métodos e técnicas de cultivo adequados na produção das culturas anuais, como arroz.
Lino destaca que elevação dos custos dos fertilizantes nos últimos anos é provavelmente irreversível, já que esta elevação é reflexo de preços mais elevados de energia, matéria-prima e transporte. Os fertilizantes passam, assim, a exigir um maior dispêndio nos investimentos das atividades agrícolas, merecendo, portanto, atenção especial com referência ao seu uso com vistas a um melhor aproveitamento pelas culturas.
“Os mesmos motivos que levam ao arroz a ser uma cultura de abertura de área também o faz importante a participar dos sistemas de produção. Podemos enumerar diversos benefícios que a cultura pode trazer a um sistema de produção como: cultura de ciclo médio, promotora de palhada, etc. Mas gostariamos de destacar, dentre os benefícios, a capacidade de aproveitamento do Fósofro na produção de grãos”, afirma.
De forma técnica, o agrônomo especifica que nos oxissolos, tipicos do cerrado, a fixação do P solúvel são da ordem de 85% ficando somente 15% disponível à cultura o que indica mais uma vez a importância em se utilizar culturas eficientes em efetuar o melhor aproveitamento da adubação fosfatada. Culturas menos eficientes como soja e algodão promovem uma maior disponibilidade deste nutriente para a cultura sucessora que poderá ser melhor aproveitado por culturas como milho e o arroz.
“Mas o fato do arroz ser mais eficiente no aproveitamento do P não indica que devemos deixar de adubar com o elemento. O P participa de funções primordiais para proporcionar bons resultados como aumento do número de panículas e das massa de grãos, além de ajudar no processo de maturação dos grãos e incrementar o crescimento do sistema radicular e ajudar na melhoria da qualidade dos grãos”, concluiu.


