Com demanda pontual, o arroz tem leve reação no mercado interno
* Cleiton Evandro dos Santos
O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registrou preços firmes na última semana, sustentados pelo avanço da demanda doméstica. A procura para recomposição de estoques — inclusive por volumes menores — superou a oferta disponível, elevando a liquidez, ainda que as negociações sigam cautelosas. As informações são do Cepea/Esalq/USP, que gera o indicador de preços do arroz em casca (50kg – 58×10), à vista, no Rio Grande do Sul.
Segundo o relatório semanal do Centro de Estudos Aplicados em Economia, entre os dias 16 e 23 de janeiro, sem participação relevante do mercado externo, os negócios se concentraram no consumo interno. Em algumas regiões, a busca pelo cereal aumentou, movimento associado à retomada das atividades escolares. Em outras, porém, indústrias mantiveram ritmo seletivo de compras. Do lado da oferta, produtores com maior estoque priorizaram a organização da armazenagem diante da nova safra, enquanto vendedores com menor disponibilidade realizaram operações pontuais.
No campo, as lavouras apresentam, em geral, bom desenvolvimento, apesar do menor nível de investimento nesta safra, reflexo das dificuldades de crédito no ciclo anterior. O clima tem colaborado, embora haja relatos localizados de maior incidência de percevejos, atribuída à redução de gastos com manejo, além de casos pontuais de brusone pela ocorrência de muitos dias nublados, em especial em dezembro e janeiro. Janeiro ainda acrescentou baixas temperaturas noturnas e matinais que deixaram marcas amarelecidas e alaranjadas nas pontas das folhas, mudando o perfil estético das lavouras em diversas regiões. A estética, porém, não preocupa, mas, sim, o reflexo que este frio – embora não tenha ocorrido em período de floração – trará à produtividade média das lavouras.
Em geral, produtores e técnicos elogiam o desenvolvimento das áreas cultivadas, mas também são praticamente unânimes em afirmar que dificilmente se repetirá números tão expressivos de safra no Brasil em 2025/26.
Preços
O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, à vista) subiu 1,26% entre 16 e 23 de janeiro, fechando a R$ 53,72 por saca de 50 kg. No mês, a alta parcial é de 0,5%. Regionalmente, os preços avançaram na maioria das praças, com destaque para a Fronteira Oeste (+2,75%) e a Depressão Central (+1,5%). Entre os diferentes padrões de rendimento, as valorizações oscilaram de 0,24% a 1,84% no período.
Entre 16 e 23 de janeiro, sem participação relevante do mercado externo, os negócios se concentraram no consumo interno e alguma posição no porto. Em algumas regiões, a busca pelo cereal aumentou, movimento associado à retomada das atividades escolares. Em outras, porém, indústrias mantiveram ritmo seletivo de compras. Do lado da oferta, produtores com maior estoque priorizaram a organização da armazenagem diante da nova safra, enquanto vendedores com menor disponibilidade realizaram operações pontuais.
No campo, as lavouras apresentam, em geral, bom desenvolvimento, apesar do menor nível de investimento nesta safra, reflexo das dificuldades de crédito no ciclo anterior. O clima tem colaborado, embora haja relatos localizados de maior incidência de percevejos, atribuída à redução de gastos com manejo.
Custos de produção
Levantamento do Cepea indica redução dos custos totais para a safra 2025/26. Em Uruguaiana, o custo estimado é de R$ 16.219,52 por hectare (-7% em relação ao ano anterior) e, em Camaquã, de R$ 14.766,82 por hectare (-14,4%). A queda decorre de menores gastos com irrigação, sementes e defensivos, parcialmente compensados por altas em fungicidas e mão de obra. Ainda assim, a produtividade média projetada permanece abaixo do volume necessário para cobrir os custos totais nas duas regiões.
Mercado externo
No mercado internacional, o contrato março/26 negociado na CBOT avançou 0,52% no período, com média de US$ 10,66 por quintal. Convertido para a moeda brasileira, o valor equivale a cerca de R$ 62,60 por saca de 50 kg FOB.





1 Comentário
Na fronteira-oeste seguem os mesmos preços do ano passado! Não aumentou um centavo…