Preparo da área de arroz avança, mas falta de água nos reservatórios preocupa no RS

A disponibilidade de água em reservatórios é um limitante para expansão das áreas na Campanha e em parte da Fronteira Oeste.

Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Bagé e Porto Alegre, a sequência de dias ensolarados permitiu atividades de preparo de áreas para a próxima safra. Na de Bagé, as várzeas destinadas ao cultivo estão sendo trabalhadas, atividade favorecida pela ausência de excesso de umidade. Produtores receberam positivamente a elevação de preços ocorrida no período, mas a disponibilidade de água em reservatórios é um limitante para expansão das áreas na Campanha e em parte da Fronteira Oeste.

Em Dom Pedrito, onde foram cultivados 36 mil hectares na safra passada, a água reservada para o próximo cultivo sustenta a demanda de apenas 22 mil hectares. Em Rosário do Sul, estima-se que barragens estejam com 60% do volume máximo, dependendo de altos volumes de chuva para ser possível aumentar o cultivo. Já em Uruguaiana, produtores apontam que os reservatórios estão em volume máximo, não sendo um fator limitador para a próxima safra.

Na região de Porto Alegre, produtores preparam o solo para o próximo plantio, tanto no sistema cultivo mínimo como no convencional e pré-germinado. É também período de limpeza de valos e canais. O preço da saca do arroz da última safra, associado à estiagem que prejudicou severamente a cultura da soja, leva os produtores a apostarem no cultivo nesta safra. O preço é de R$ 67,00/sc. de 60 quilos.

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