Reflorestamento muda o pampa
Seminário Lavoura em Evolução aborda Silvicultura como alternativa de produção e renda em terras onde predominam o arroz, soja e pecuária.
As indústrias mundiais de celulose descobriram nas regiões do pampa, que compreendem a Campanha e Fronteira do Rio Grande do Sul, mais parte da Argentina e Uruguai, características muito atraentes para realizar investimentos em florestamento e reflorestamento. É uma região tradicionalmente arrozeira e pecuária, mas a silvicultura, por meio do cultivo de eucalipto, pinus e acácia-negra, torna-se uma das novas alternativas de renda para o agropecuarista da região. Mas, exige cuidados.
O 11º Seminário Lavoura em Evolução, que começa nesta sexta-feira em Dom Pedrito (RS), irá abordar esta alternativa de produção e renda, seu impacto ambiental, econômico e social, bem como restrições e oportunidades para o empreendimento na propriedade rural. O engenheiro florestal Mauro Valdir Shumacher, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), uma das principais autoridades no assunto no Rio Grande do Sul, abordará o tema Alternativas de Diversificação – Silvicultura.
Entre as vantagens do Rio Grande do Sul no cultivo do eucalipto, por exemplo, é a redução em 10 vezes do ciclo florestal. Enquanto no hemisfério Norte o ciclo para a celulose é de 70 anos, no Rio Grande do Sul fica em sete anos. Os investimentos das grandes indústrias desta área no Rio Grande do Sul devem somar quase 6 bilhões de dólares.
– O Seminário visa apresentar mais essa alternativa aos agropecuaristas da Campanha e Fronteira-Oeste, contribuindo para a redução do êxodo rural e da migração das comunidades para a região norte do RS. Atualmente, arroz, soja, milho e pecuária são as principais matrizes econômicas da região, mas há iniciativas importantes com relação às culturas de inverno, como o trigo, e também na fruticultura – explica Ricardinho Pilecco, presidente da Associação dos Agricultores de Dom Pedrito (AADP), promotora do Seminário.
Segundo ele, a silvicutlura chega para somar-se às demais atividades.
– A diversificação é importante para o desenvolvimento regional e da agricultura da Metade Sul – frisa.


