Rio Grande negocia instalação de fábrica de etanol de arroz de R$ 1 bilhão
Indústria poderá ficar em área de quase 50 hectares no Distrito Industrial e representar potencial para produtores da região
(Por Francine Neves/ A Hora do Sul) O Distrito Industrial de Rio Grande poderá ganhar mais um importante investimento que impactará, tanto na economia da região Sul, como na ampliação da matriz energética gaúcha. A cidade negocia a instalação de uma indústria direcionada para a transformação de arroz em etanol. O aporte da fábrica deverá ser de R$ 1 bilhão.
De acordo com o Secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar (Smditmar) de Rio Grande, Vitor Magalhães, a localização da planta é estratégica para o empreendimento. “Com ótimo potencial para recebimento de matéria prima e escoamento da produção do produto acabado, dentro de um dos maiores portos do nosso país”, reforça. São previstos cerca de 48 hectares de área para a fábrica que, neste momento, está em processo de apresentar garantias bancárias para instalar-se no local.
O secretário adianta que a fábrica é majoritariamente brasileira, mas de fora do Rio Grande do Sul. Sobre o uso de matéria-prima da Zona Sul, Magalhães afirma que a articulação com os produtores da região deve ser o próximo passo, tão logo sejam encaminhadas as questões atuais. “A gente ganha como um todo. Pelotas também deve ganhar, grande parte da produção fica no território de Pelotas”, destaca.
Produção de etanol
De forma geral, o Rio Grande do Sul ainda produz pouco etanol. Há projetos ganhando força, mas que utilizam, principalmente, os cereais de inverno (como trigo e aveia) para a produção do biocombustível.
O potencial energético e econômico para a região Sul do Estado, a partir do uso da casca do arroz na produção de etanol, foi um dos destaques da 36º Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que aconteceu em fevereiro deste ano no Capão do Leão. O tema foi debatido na reunião da Câmara Setorial Nacional do Arroz durante o evento, onde foi apresentada a problemática de que o aumento da eficiência produtiva, sem a diversificação de mercados, pode levar à redução de área plantada de arroz. Os produtores e entidades representativas do setor orizícola defendem que as campanhas de incentivo ao consumo do cereal são importantes, mas insuficientes, necessitando de novos destinos para o arroz.


