Semeadura do arroz na safra 2025/26 aproxima-se do final, segundo a Conab

 Semeadura do arroz na safra 2025/26 aproxima-se do final, segundo a Conab

(Por Planeta Arroz, com Conab) O mercado brasileiro de arroz viveu um ano desafiador em 2025, marcado por uma supersafra, aumento da oferta global e enfraquecimento das demandas interna e externa. Esse conjunto de fatores pressionou fortemente os preços, que atingiram os níveis mais baixos desde 2011, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A safra 2024/25 foi influenciada pelos preços elevados registrados em 2024, que garantiram alta rentabilidade aos produtores e estimularam uma expansão moderada da área plantada, além de maiores investimentos nas lavouras. Com clima favorável desde a semeadura, a produtividade apresentou forte recuperação nas principais regiões produtoras do país.

Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que 89,6% da área prevista já estava semeada, com a produção nacional projetada em 12,76 milhões de toneladas, volume 20,62% superior ao da safra 2023/24. Apesar do avanço produtivo, o ritmo de consumo não acompanhou a oferta.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, seguem os tratos culturais e o manejo da irrigação. A boa reserva hídrica tem garantido disponibilidade adequada de água, mantendo as lavouras em boas condições, muitas delas em transição para a fase reprodutiva. Em Santa Catarina, o desenvolvimento das lavouras é satisfatório, favorecido pela boa disponibilidade hídrica e temperaturas elevadas. No Norte do estado, predominam áreas em enchimento de grãos e maturação, enquanto nas demais regiões as lavouras estão no final do período vegetativo e início do florescimento.

No Tocantins e em Goiás, as condições climáticas seguem favoráveis em todos os estádios fenológicos, com precipitações contribuindo para o bom desenvolvimento da cultura. No Maranhão, a colheita avança nos municípios de Arari e São Mateus, enquanto o plantio do arroz de sequeiro foi iniciado nas regiões Sul, Centro, Leste e Oeste, impulsionado pelas chuvas. No Pará, as lavouras irrigadas estão próximas do fim da colheita. Já no Paraná, o plantio do arroz irrigado foi concluído, com 87% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e poucas áreas em florescimento e enchimento de grãos, todas em boas condições.

Mesmo com o bom desempenho agronômico, o mercado enfrentou dificuldades de escoamento. O Indicador CEPEA/IRGA-RS registrou quedas sucessivas ao longo do ano, refletindo o desinteresse do varejo em novas compras e a resistência do consumidor, além da desvalorização nos elos anteriores da cadeia.

A média anual do indicador em 2025 foi de R$ 71,84 por saca de 50 quilos, queda de 53,2% em relação a 2024. Em termos reais, corrigidos pelo IGP-DI, os preços recuaram ao menor patamar desde junho de 2011, acendendo um alerta para o setor sobre a necessidade de reequilíbrio entre oferta e demanda.

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