Equilíbrio entre oferta e demanda mantém preços estáveis

Após o salto apresentando no mês de abril, as cotações mostraram-se mais comportadas em maio.

O mercado brasileiro de arroz segue operando com preços estáveis. Após o salto apresentando no mês de abril, as cotações mostraram-se mais comportadas em maio.

– Porém, permaneciam com viés de alta – lembra o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.

Para interromper a escalada, o governo entrou na ponta vendedora, colocando 285 mil toneladas à disposição das indústrias.

Assim, as cotações, que atingiram uma média máxima de R$ 35,39 por saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul, perderam força e iniciaram uma leve retração.

– Este comportamento levou o setor produtivo a pedir a interrupção dos leilões de estoques públicos – comenta.

As vendas, que estavam ocorrendo semanalmente e com um montante próximo a 100 mil toneladas, foram suspensas até o final de junho. E, a partir de julho, acontecerão quinzenalmente, e com um volume de 50 mil toneladas.

– O que se percebe neste momento é um maior equilíbrio entre as duas pontas do mercado – frisa.

Os produtores estão vendendo para atender necessidades imediatas de caixa e as indústrias estão mais tranqüilas em relação ao abastecimento.

O resultado desta postura é a estabilidade apresentada pelos preços neste mês de junho. A média da saca de 50 quilos, que iniciou em R$ 34,02 este mês, fechou esta semana a R$ 33,41 (-2%). A tendência é que no curto prazo o mercado siga pouco volátil.

– Pela sazonalidade normal de oferta e pela presença menos ativa do governo no mercado, as cotações devem engatar um leve viés de alta – prevê.

O cenário externo seguirá sendo um importante referencial, pois determinará o posicionamento do Brasil. Se as cotações internacionais mantiverem-se em alta, a possibilidade de exportações deve enxugar o quadro de oferta e demanda doméstico e encarecer as importações.

Com isso, os preços nacionais voltariam a ganhar força. No entanto, se a cotação internacional recuar, com o atual comportamento cambial, o país perderá competitividade no lado exportador e terá novamente a opção de comprar arroz barato, principalmente no Uruguai e Argentina.

– É bom ressaltar, no entanto, que apesar da proximidade da entrada da nova safra mundial, não há espaço para grandes recuos – finaliza.

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