Conselho Paritário do Arroz deverá ser criado no RS

Em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Adolfo Brito (PP), foram discutidas as diretrizes para a criação de uma agência reguladora da cadeia no Estado.

Representantes de produtores e indústrias do setor orizícola chegaram a um entendimento nesta quinta-feira (26) quanto à necessidade de criação do Conselho Paritário do Arroz (Consearroz).

Em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Adolfo Brito (PP), foram discutidas as diretrizes para a criação de uma agência reguladora da cadeia no Estado, responsável por 60% da produção de arroz no Brasil. Após os debates, ficou estabelecido que os encaminhamentos para a efetiva formação do Consearroz serão feitos até 15 de julho.

– Há praticamente um consenso quanto à importância de adotar uma ferramenta para definição de preço, com base em estudos técnicos dos custos de produção – apontou Brito.

Durante a reunião, foram apresentadas experiências bem sucedidas com a implementação de conselhos nas cadeias do leite e de suínos.

O presidente do Conselho Paritário do Leite (Conseleite), Jorge Rodrigues, destacou que a criação do mecanismo estreitou as relações entre os produtores e as indústrias.

– Antes haviam conflitos constantes entre os setores para definição de preço. Hoje ainda há divergências, mas elas são superadas com auxílio técnico e numa mesa de discussão – explicou.

Formado por 16 membros, em número igual de representantes de indústrias e de produtores, o Conseleite foi criado ainda em 2003. Por meio de uma câmara técnica coordenada pela Universidade de Passo Fundo (UPF), a entidade divulga mensalmente um preço indicativo do leite a ser pago aos produtores, com base em levantamentos do mercado.

Já o Conselho Paritário Suinícola (Consuíno), criado no ano passado, está em fase final de elaboração do regulamento e da formação de uma câmara técnica.

– Temos certeza que esta é um ferramenta fundamental para proteger e auxiliar a produção agrícola – apontou o presidente da Associação de Criadores de Suínos do RS (ACSURS), Valdecir Folador.

Embora haja um entendimento comum quanto à criação do Consearroz, representantes do setor chamaram a atenção para peculiaridades do setor orizícola.

– A cadeia do arroz depende de vontade política, pois nem sempre o preço mínimo é respeitado – alertou o vice-presidente da Federação da Agricultura no RS (Farsul), Francisco Schardong.

O presidente da Federação dos Arrozeiros do RS (Federarroz), Renato Rocha, defendeu a criação do Consearroz como forma de dar transparência às relações comerciais que envolvem o setor. Da mesma forma, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias do Arroz do RS (Sindarroz), Cézar Augusto Gazzaneo, e o presidente da Federação das Cooperativas de Arroz (Fearroz), André Barreto, acreditam na eficiência de uma agência reguladora para formação de preço do produto.

Representando o Instituto Riograndende do Arroz (Irga), Marco Aurélio Tavares, indicou o órgão de pesquisa para coordenar a câmara técnica do conselho .

Todas as entidades presentes na Comissão de Agricultura irão se reunir novamente até a segunda quinzena de julho para definir as diretrizes do Consearroz e então implantar o mecanismo no Estado.

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