Preços entre a estabilidade e ligeira baixa no RS

No preço ao produtor, segundo indicativo das corretoras gaúchas, predominou uma queda bastante nominal, pois o mercado segue andando de lado, sem grandes negociações. Segunda-feira tem leilão de 50 mil toneladas.

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantiveram-se praticamente estável nas duas últimas semanas, com levíssima oscilação para baixo na maioria das praças. O indicador Cepea/Esalq e BM&F para os preços médios da saca de 50 quilos de arroz com 58% de grãos inteiros, no Rio Grande do Sul, manteve-se estável desde a primeira semana de junho, quando apontou média de R$ 33,20 pela saca.

Nesta quinta-feira, apontava média de 33,23, depois de oscilações de cinco a 15 centavos para cima e para baixo durante todo o mês. Isso indica uma ligeira reposição de valores, depois da média de preços ter baixado para até R$ 33,09. Estes preços, no entanto, consideram o arroz posto dentro da indústria.

No preço ao produtor, segundo indicativo das corretoras gaúchas, predominou uma queda bastante nominal, pois o mercado segue andando de lado, sem grandes negociações. O produtor, que fez boas vendas no primeiro semestre, segura a oferta esperando melhores preços a partir de agosto/setembro.

Sendo assim, o pequeno volume de negociações assegura preços médios entre R$ 32,00 (na sua maioria) e R$ 33,00 ao produtor nas principais praças gaúchas, como Cachoeira do Sul, Guaíba, Alegrete, Dom Pedrito, Uruguaiana, São Borja, Itaqui e Pelotas. Preços melhores para o produto de qualidade superior do Litoral Norte e da Fronteira, chegando a R$ 36,00 a saca em algumas negociações.

Leilão

Na próxima segunda-feira, mais 50 mil toneladas de arroz serão leiloadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Sistema Eletrônico, que conecta bolsas de mercadorias de todo o País. Será o único leilão de junho e ofertará 45,6 mil toneladas armazenadas no Rio Grande do Sul e 4,4 mil, em Santa Catarina.

Com estas 50 mil toneladas, o volume de venda de arroz dos estoques públicos soma 460 mil toneladas ofertadas em 2008. Resta cerca de 1,3 milhão de toneladas. O produto será destinado exclusivamente ao mercado interno.

SAFRA

O Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro de arroz, divulgou os números oficiais da safra nesta quinta-feira. O arroz obteve o melhor resultado dos grãos plantados no RS na safra de verão. Pelo quinto ano consecutivo, a produtividade ficou acima das seis toneladas por hectare. E na safra 2007/08 foi a melhor da história, com sete toneladas/ha, segundo o Irga.

Conseqüentemente, a produção de arroz também foi a maior da história, com 7,5 milhões/t. Os preços ao produtor também são positivos. A saca de 50 Kg de arroz chegou a R$ 33,55 em média, 44,9% acima do praticado na mesma época no ano passado.

CONSELHO

Outra novidade do setor no Rio Grande do Sul são as conversações para constituição de um conselho regulador. Representantes de produtores e indústrias do setor orizícola chegaram a um entendimento nesta quinta-feira (26) quanto à necessidade de criação do Conselho Paritário do Arroz (Consearroz).

Em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, foram discutidas as diretrizes para a criação de uma agência reguladora da cadeia no Estado, responsável por 60% da produção de arroz no Brasil. Após os debates, ficou estabelecido que os encaminhamentos para a efetiva formação do Consearroz serão feitos até 15 de julho.

INDÚSTRIA

A indústria gaúcha segue com dificuldades de repassar na ponta a alta dos valores ao produtor. Isso faz com que o mercado se mantenha bastante estável, até experimentando uma levíssima baixa. Todavia, os produtores, atentos às tendências do mercado internacional, esperam uma recuperação nos preços já para agosto/setembro. A única ressalva é que este é um período em que a pressão de venda do arroz argentino no Brasil aumenta. E deve concorrer. O dólar, em baixa, não ajuda a melhorar as vendas externas do país.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preço médio pago ao produtor pela saca de arroz de 50 quilos em R$ 31,80 no Rio Grande do Sul, esta semana. A saca de 60 quilos de arroz beneficiado, alcança R$ 66,00, mantendo-se estável. Já para os subprodutos, o farelo de arroz manteve a cotação média de R$ 320,00 a tonelada, contra R$ 47,00 da saca do canjicão (bastante procurado para exportação) e R$ 37,00 a quirera.

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