Arroz no RS tem bom desenvolvimento, clima favorável e preços em reação

 Arroz no RS tem bom desenvolvimento, clima favorável e preços em reação

(Por Planeta Arroz) A safra de arroz no Rio Grande do Sul apresenta desenvolvimento considerado satisfatório, com lavouras evoluindo de acordo com o calendário fenológico, favorecidas pelo predomínio de dias ensolarados, alta radiação solar e temperaturas mínimas próximas da faixa ideal para a cultura. As condições também têm contribuído para menor pressão de doenças fúngicas e bom padrão de sanidade das plantas, segundo boletim semanal da Emater/RS.

Em contrapartida, o registro pontual de temperaturas máximas acima de 35 °C elevou o risco de falhas na fecundação das espiguetas em áreas que se encontram na fase reprodutiva. O manejo da irrigação tem sido decisivo neste momento, diante do aumento da demanda hídrica e da redução gradual dos níveis de reservatórios em algumas regiões.

Segundo o Irga, a área cultivada no Estado é estimada em 920.081 hectares, mas pode ser reduzida para perto de 880 mil hectares, em nova avaliação do instituto, enquanto a produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar alcança 8.752 quilos por hectare. Apesar do cenário positivo, produtores vêm adotando postura mais conservadora nos investimentos, especialmente em fertilizantes nitrogenados, como estratégia de contenção de custos, sem impactos relevantes ao potencial produtivo até o momento.

Regionalmente, a Campanha, com destaque para Bagé, registra bom desempenho das lavouras, embora o calor excessivo em alguns municípios aumente o risco de esterilidade de espiguetas. O monitoramento de percevejos, lagartas e doenças é intensificado, com aplicações pontuais de defensivos nas áreas mais tecnificadas. Em Maçambará, a preocupação maior é com a disponibilidade hídrica, diante da redução do nível das barragens.

Na região de Pelotas, o desenvolvimento é considerado normal, com foco no manejo de irrigação, adubação de cobertura e controle de invasoras. Em Santa Rosa, as áreas avançam para emissão de panículas e floração, com boa sanidade e oferta adequada de água após as chuvas recentes. Já em Soledade, 53% das lavouras ainda estão em fase vegetativa, 37% em florescimento e 10% em enchimento de grãos, com crescimento satisfatório e reservatórios em boas condições.

No mercado, os preços mostraram reação. A saca de 50 quilos registrou alta semanal de 2,01%, passando de R$ 52,16 para R$ 53,21, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar, indicando leve recuperação nas cotações.

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