Revista Planeta Arroz lançou edição especial na 36ª Abertura Oficial da Colheita e expõe crise histórica de preços em 2025
(Por Planeta Arroz) A revista Planeta Arroz, em sua edição 79, abriu seu 26º ano de circulação ininterrupta pela cadeia produtiva arrozeira, e foi lançada durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada de 24 a 26 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O lançamento, ocorrido em um dos principais eventos da rizicultura brasileira, já repercute fortemente em toda a cadeia produtiva.
A capa traz arte de Camila Carrazzoni sobre a manchete “DO CÉU AO INFERNO EM DUAS SAFRAS – Como os preços do arroz se desintegraram de cotações recordes até atingirem o menor patamar em décadas e como vamos superar este momento.” Segundo o texto, a revista “propõe uma análise madura das causas e consequências em um mercado que aumentou agressivamente a oferta e reduziu em mais de 50 % os preços do arroz no país”.
O conteúdo destaca que, em 2025, o setor colheu “uma das maiores safras da história, em um cenário de oferta mundial folgada, retorno da Índia ao mercado global, juros altos, crédito travado e custos ainda elevado. Resultado: preços desabaram; estoques e dívidas cresceram.” A queda de preços ao produtor chegou a 53 %, derrubando o valor da saca brasileira de US$ 25,89 (R$ 127,24) em janeiro de 2024 para US$ 9,73 (R$ 53,06) em dezembro de 2025, o que significou retração de mais de 40 % em dólares e 47 % em reais.
A revista ressalta que vender “entre R$ 50,00 e R$ 55,00 algo que custa R$ 90,00 para produzir elimina a renda do agricultor, trava investimentos e reduz à metade os ingressos em 140 municípios e no Estado, meio bilhão de reais.” A crise, que sucede três anos de boas cotações, é apresentada como um divisor de águas para o setor, com impacto direto sobre renda, emprego e capacidade de investimento em toda a cadeia.
Na seção setorial, o documento mostra que o setor faz o enfrentamento da crise por meio de sete frentes de ação para tentar reequilibrar o mercado: redução de área plantada, ativação de mecanismos de comercialização como PEP e Pepro, uso estratégico da taxa CDO, redução temporária do ICMS, desconcentração dos vencimentos de CPRs, alongamento de custeios e combate ao “arroz fora de tipo”.
A 36ª Abertura Oficial da Colheita é apresentada como uma plataforma de reposicionamento da cadeia do arroz “diante de margens apertadas, mudanças regulatórias e maior competição global”. A programação reúne 21 mil visitantes de 17 países e 18 estados, com 230 expositores e 50 vitrinas tecnológicas envolvendo arroz, soja, milho, sorgo e pastagens, reforçando a cultura do arroz como eixo central de um sistema produtivo integrado.
Do lado do consumo, a revista aponta que a forte queda de preços também chegou às cidades: em 2025, o arroz foi “um dos poucos alimentos que proporcionaram alívio ao consumidor, com queda de preços de até 40 % nas capitais, ajudando a conter a alta da cesta básica”. Ainda assim, o texto alerta que o alívio no varejo tem como contrapartida um cenário dramático para o produtor.
Por fim, a publicação indica que, se o setor “aprender com a ‘escadaria’ de 2025 e agir de forma coordenada em 2026, 2027 pode ser o ano em que o arroz deixa de viver entre o pico e o abismo e passa a operar em um corredor de preços menos traumático.” Dessa forma, a edição lançada na Embrapa Clima Temperado não apenas registra o momento crítico vivido pelo arroz brasileiro, como também projeta caminhos para uma recuperação mais sustentável da cadeia produtiva.
A publicação ainda traz artigos dos principais analistas e alguns dos principais cientistas do mundo arrozeiro, Planeta Humor com a charge de Jader, e muitas informações e análises sobre safras, mercado, tendências científicas, e tudo o que diz respeito a este imenso “planeta arroz”.
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