BB e arrozeiros buscam hoje solução para impasse
Conforme a assessoria de imprensa do banco, uma reunião a ser realizada hoje tem como objetivo buscar soluções para ” discutir os pontos pendentes e que o Banco do Brasil encontra-se aberto à discussão.
Após meses de negociações entre os arrozeiros gaúchos e o Banco do Brasil (BB), alguns impasses ainda encontram-se sem solução. É o caso da exigência, por parte do banco, de que os produtores contratem o Proagro para conseguirem a liberação de crédito para a safra que se inicia.
Conforme o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, a entidade encaminhou ao banco um documento, firmado pelo Irga, que ratifica que a instituição será responsável pelas lavouras caso haja problemas com granizo.
– Adotamos essa medida para que a questão do seguro e da hipoteca deixem de ser pré-requisitos para a obtenção de recursos.
O dirigente afirma que o banco recebeu o Decreto 25.655, que regulamenta a indenização, conhecido como Lei do Granizo e que o banco prometeu retirar a exigência.
– No entanto, produtores que foram às agências perceberam que a exigência permanecia como impedimento – afirma.
Conforme a assessoria de imprensa do banco, uma reunião a ser realizada hoje tem como objetivo buscar soluções para ” discutir os pontos pendentes e que o Banco do Brasil encontra-se aberto à discussão.
Segundo Rocha, outro ponto polêmico diz respeito ao atrelamento dos recursos disponibilizados pelo BB aos valores repassados na safra 2006/2007.
– Quando se prorroga custeio e investimento, o banco limita os valores à mesma quantia liberada na safra anterior, no entanto a realidade da próxima safra é outra – afirma Rocha.
O presidente da Federarroz diz que para as lavouras 2007/2008 seria necessária uma quantia maior de recursos, já que haverá aumento de área, o que demanda mais investimentos.
– Agora choveu, estamos com as reservas de água elevadas, podendo chegar à capacidade plena.
Rocha destaca ainda a solicitação do pagamento do preço mínimo pelo banco, em torno de R$ 22,00 e não de R$ 20,00 pela saca de arroz, como sugere o BB.
Apesar dos pontos que ainda persistem sem solução, Rocha destaca algumas demandas que já foram atendidas, como o caso da não-obrigatoriedade de uso de sementes certificadas para o produtor ter acesso ao crédito.
Para o produtor Cláudio Roberto Possebon a situação envolvendo o Banco do Brasil e os arrozeiros pode ser considerada como uma contradição, pois no momento em que os produtores passam por um momento favorável para o plantio, com água disponível, ocorre o entrave burocrático com o banco.
– Não temos dinheiro para comprar insumos, o que atrasa o plantio e acaba nos deixando com rendimentos mais baixos. Quanto mais protelamos o plantio, mais caro pagamos os insumos.
Possebon, cuja propriedade se localiza em Restinga Seca, diz que até agora no município apenas três contratos foram fechados entre produtores e o BB.


