Colheita avança no RS e produtividade é elevada apesar de desafios climáticos
(Por Planeta Arroz, com Emater/RS) A colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo consistente e já alcança 35% da área cultivada, estimada em 891.908 hectares, conforme dados do IRGA. O avanço dos trabalhos tem sido favorecido por períodos de baixa precipitação, ainda que chuvas esparsas tenham sido registradas ao longo das últimas semanas.
Atualmente, a maior parte das lavouras encontra-se em fase de maturação, representando 47% do total, enquanto 18% ainda estão em enchimento de grãos — etapa considerada crítica por depender diretamente da disponibilidade de água e da incidência de radiação solar. Mesmo diante de limitações climáticas, como menor luminosidade e temperaturas fora da faixa ideal em momentos-chave do ciclo, as produtividades vêm se confirmando em níveis satisfatórios a elevados nas áreas já colhidas.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média projetada é de 8.744 quilos por hectare. Ainda assim, há registros pontuais de queda em relação à safra anterior, atribuídos não apenas às condições climáticas, mas também à redução no nível tecnológico empregado em parte das lavouras.
A qualidade industrial dos grãos colhidos é considerada adequada, com bom rendimento de engenho. No entanto, o ritmo da colheita segue condicionado à redução da umidade dos grãos e a eventuais intercorrências climáticas, como ventos e novas precipitações, que podem afetar tanto o andamento das operações quanto a qualidade final da produção.
Nas diferentes regiões do Estado, o cenário é variado. Na regional de Bagé, a colheita chegou a 29% da área, mesmo com chuvas em quatro dias do período, que não comprometeram significativamente os trabalhos. Em Uruguaiana, foram registrados casos pontuais de acamamento causados por ventos, mas sem perdas quantificadas até o momento.
Em São Gabriel, 25% dos 25.800 hectares cultivados já foram colhidos, com avanço moderado devido à necessidade de redução da umidade dos grãos. As produtividades no município variam conforme o nível tecnológico, ficando entre 10% e 20% abaixo da safra passada.
Na região de Pelotas, a colheita também atinge 35% da área, com forte intensidade das operações. Cerca de 60% das lavouras estão prontas para colheita, e a expectativa é de que os trabalhos se estendam até abril, com desempenho dentro do esperado.
Já na regional de Santa Maria, mais de 40% da área cultivada foi colhida, com produtividades elevadas, acima de 8.000 kg/ha. Em municípios como São João do Polêsine, há talhões que chegam a 9.000 kg/ha, indicando potencial produtivo acima das projeções iniciais em diversas áreas.
Em Santa Rosa, a colheita começou, mas o avanço ainda é limitado pelas chuvas recentes. A maior parte das lavouras está em maturação, com áreas remanescentes em enchimento de grãos, especialmente aquelas implantadas mais tardiamente.
Na região de Soledade, 35% da área já foi colhida, com destaque para a elevada qualidade dos grãos. As lavouras ainda apresentam diferentes estágios de desenvolvimento: 2% em florescimento, 33% em enchimento de grãos e 30% em maturação. O manejo hídrico segue intenso, com retirada de água dos quadros para viabilizar a colheita, enquanto os reservatórios mantêm níveis adequados. O monitoramento fitossanitário permanece ativo, com controle efetivo de pragas e doenças, como percevejos e brusone.
PREÇOS
No mercado, o preço do arroz em casca apresentou leve alta. Segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, a saca de 50 quilos teve valorização de 2,16%, passando de R$ 55,52 para R$ 56,72, refletindo a dinâmica de oferta e demanda neste período de colheita.



2 Comentários
12% de redução de área… 10% de redução de produtividade… 22% de menos arroz será colhido!!! Lavouras sujas… Plantio tardio… Redução no crédito… Preços desestimuladores… Amarelão nas lavouras!!! Esses arroz do tarde plantados depois de 15/11 historicamente rendem entre 7.500 e 8.000 kg/ha… Dito isso, e o péssimo desempenho no Mercosul, mais os leilões da Conab e o ótimo desempenho das exportações, os aumentos nos preços da tonelada no mercado internacional reduziremos a zero os estoques do ano passado… A industria fará de tudo para pintar outro quadro! Então meus amigos… Se atentem para os próximos dois meses onde os naturalmente mergulharão num abismo!
Kkkkk já começou o irga com as previsões da mãe dina