Conab informa safra de 11,63 milhões de toneladas de arroz em 2020/21

 Conab informa safra de 11,63 milhões de toneladas de arroz em 2020/21

Estimativa é de safra maior do que em 2020. FOTO: Robispierre Giuliani

(Por Planeta Arroz) A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje, 10 de junho, na parte da manhã, estimativas sobre a safra de verão 2020/21. Para a safra total de arroz 2020/21, que inclui zonas irrigadas e de sequeiro/terras altas, a previsão é de 11,63 milhões de toneladas produzidas, 4% maior que a temporada anterior, em uma área de 1.684 mil hectares, incremento de 1,1% em relação ao ciclo 2019/20. Na última semana de maio, haviam 99% da área colhida. Houve a intensificação da colheita a partir do mês de março, a qual está com as operações em uma evolução similar ao da safra anterior, diz o relatório mensal.

OFERTA E DEMANDA

A Conab estima que a safra 2020/21 de arroz será de 4% maior que a safra 2019/20. Esse resultado é reflexo principalmente das estimativas de incremento da produtividade (+2,9%). Outro fator preponderante é a área, que aponta para uma menor expansão (+1,1) que a inicialmente prevista nos modelos estatísticos. Cabe ressaltar que a área estimada no presente trabalho foi resultado de pesquisa a campo dos nossos colaboradores das superintendências regionais. Como principais fatores da expansão aquém do previsto, apesar do atual elevado patamar de preço do arroz, destacam-se a falta de água em algumas regiões do Rio Grande do Sul e os elevados preços dos grãos que competem por área com cultura do arroz (soja e milho).

Especificamente sobre o quadro de oferta e demanda do arroz, neste nono levantamento, não houve significativa alteração dos números apresentados no sétimo levantamento. Com isso, segue a perspectiva, para o longo de 2021, de recomposição dos estoques de passagem, como resultado da projeção de retração do consumo em razão das estimativas de recuperação econômica, haja vista a elasticidade-renda negativa do arroz. Sobre a balança comercial, a projeção de preços elevados, somada à estimativa de fortalecimento da moeda nacional, reduzirá o ritmo de exportações identificado na safra 2019/20 e a projeção é que o país venda 1,3 milhão de toneladas na safra 2020/21. Assim, a expectativa é que o período encerre com um ameno superávit de 200 mil toneladas na balança comercial do grão, com importações de 1,1 milhão de tonelada para o mesmo período.

REGIÃO SUL

Na Região Sul, o cultivo de arroz é quase que totalmente irrigado, apenas um percentual pequeno no Paraná é cultivado em sequeiro. A estimativa é que a área cultivada com o arroz na região seja de 1.116,6 mil de hectares, uma área similar à da safra anterior.

No Paraná, a cultura do arroz de sequeiro é de pouca relevância, cultivada nas entrelinhas de culturas perenes e com baixíssima tecnologia. A colheita está finalizada, e a produtividade obtida foi menor que a da safra anterior devido ao deficit de chuvas na implantação das lavouras, que afetou negativamente o desenvolvimento inicial da cultura.

Para o arroz irrigado, após a conclusão da colheita, observou-se incremento na produtividade obtida em relação à expectativa inicial.

Os bons preços praticados pelo mercado possibilitaram maior investimento em tecnologia na condução das áreas de cultivo, resultando em boas produtividades. Ademais, como a cultura é irrigada, não sofre revezes por falta de chuvas.

Em Santa Catarina, a safra principal do arroz está com a colheita finalizada. Na faixa Leste/Norte, onde se aproveita a soca do arroz para uma segunda colheita, os produtores iniciaram a colheita no início de maio e têm perspectivas de encerramento até o início de junho.

Tradicionalmente em torno de 18% da área total há o aproveitamento da soca da cultura. Por ser uma cultura que exige altos investimentos na sistematização dos campos para adequação ao sistema de irrigação por inundação, há certa estabilidade na área plantada em torno de 149.592 hectares em Santa Catarina.

Quanto à produção, é esperada a colheita de 1,19 milhão de tonelada de arroz. Essa safra menor em 1,9% é resultado da redução na produtividade média, que deverá ficar em torno de 7.947 kg/ha, contra os 8.100 kg/ha obtidos na safra 2019/20. Vale lembrar que na safra 2019/20, a produtividade média obtida foi superior às observadas nos anos anteriores, especialmente na região sul do estado, graças a uma conjunção de fatores favoráveis como uma boa distribuição das chuvas e alta taxa de luminosidade.

RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul, a colheita do arroz está encerrada, tendo sido colhido os últimos 10% restantes durante maio. As condições climáticas foram ideais para as operações, já que o volume de chuva, embora tenha sido próximo da normalidade, ficou concentrado em poucos episódios de grande intensidade. De maneira geral, todo o período de colheita foi favorável, sem muitos relatos de chuvas que atrapalharam as operações.

Com a conclusão da colheita, os informantes seguem a consolidação dos dados junto aos produtores. Com isso, a produtividade média foi mantida igual ao levantamento anterior, configurando essa como a safra com maior produtividade já registrada. Isso se deve a alguns fatores como: boas condições de temperatura e luminosidade durante o ciclo da cultura, rotação com soja, semeadura no período recomendado, eliminação de áreas marginais ou muito infestadas por invasoras, além da constante evolução dos produtores quanto a manejo e tecnologias, efeito da ótima assistência técnica disponível no estado por meio do Irga/RS.

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1 Comentário

  • Oferta interna de + 4%… Visto o que aconteceu no ano passado + importações – exportações resta óbvio que faltara bastante arroz esse ano! De fato teremos que cuidar o mercado! Mas faltará… Ficou claro! A Conab vai animar os produtores já que o Irga só nos ferra!

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