Exportação supera 253 mil t em maio

 Exportação supera 253 mil t em maio

Ciclo 2020/21 começa positivo para o Brasil

Brasil exportou 253,2 mil toneladas de arroz em maio e já tem saldo maior do que em 2019.

Os exportadores brasileiros embarcaram 253,2 mil toneladas de arroz (base casca) em maio, consolidando a expectativa de uma forte elevação no saldo da balança comercial do grão. Isso ocorreu graças a uma conjuntura de demanda internacional impulsionada pela pandemia do novo coronavírus e um câmbio com o real muito desvalorizado entre a segunda quinzena de março, abril e os 20 primeiros dias de maio. O reflexo foram preços domésticos mais altos e um cenário inédito nas duas últimas décadas de uma colheita farta com produtores alcançando rentabilidade.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), quase metade do volume movimentado para o exterior a partir dos portos brasileiros foi de arroz em casca (49%), seguido por grão beneficiado (39%) e quebrados (12%), em valores aproximados. A tonelada da matéria-prima nacional alcançou média, aproximada, de US $ 268,00/FOB. Os números são provisórios, uma vez que o MDIC tem ajustado o detalhamento ao longo dos meses.

Por este relatório, as vendas externas cresceram 81,8% no mês, enquanto a importação caiu 40,2%, para 55,8 mil toneladas (base casca), com predomínio paraguaio, e o saldo de maio evoluiu 329,1%, para alcançar 197,4 mil toneladas.

No primeiro trimestre do ano comercial (março a maio) o país já embarcou 483,2 mil toneladas de arroz (base casca), com evolução de 13,2% sobre igual período no ano comercial anterior, importou 244 mil (-0,8%) e tem um saldo de 239,2 mil toneladas, que é 31% maior do que o anterior.

No entanto, nos três primeiros meses do ano comercial 2019/20, os embarques tinham volumes mensais mais equilibrados, enquanto em 2020 maio foi decisivo para a balança comercial voltar a ter um saldo mais folgado. Mantida a média de 161 mil toneladas exportadas por mês, alcançada agora, o Brasil poderia chegar ao longo de um ano (até fevereiro de 2021) a mais de 1,93 milhão de toneladas negociadas, enquanto a previsão oficial do governo federal é de 1,1 milhão. Por essa projeção, em três meses o Brasil já teria alcançado quase metade da “meta”.

EXPECTATIVA 

No entanto, a expectativa dos agentes de negócios, no momento, não é essa. Com a atual apreciação do real e a previsão de um dólar cotado a R$ 5,40 no final do ano, e alguns oscilações por causa dos cenários interno e externo, a expectativa é de que gradativamente o fôlego brasileiro seja reduzido. O ingresso de uma safra maior dos Estados Unidos no comércio internacional a partir do final de agosto e um quadro mais ajustado de oferta e demanda do Brasil tendem a reduzir nossas vendas.

Além do Uruguai, Paraguai e Argentina começam a ganhar potencial de competição, diante dos preços internacionais e as cotações da moeda estadunidense, devendo crescer tanto nas remessas para as Américas, Europa, África e Oriente Médio, quanto para o próprio Brasil.

Pelo volume de navios nomeados, o país deve garantir perto de 200 mil toneladas – ou mais – em junho, em função das vendas já consolidadas e em processo de embarque desde a semana passada. Os valores dos contratos são travados pela média do dólar no fechamento, o que garantiu um bom saldo às tradings e operadores. Porém, a recuperação do real frente ao dólar nestes primeiros dias do mês levou as tradings a saírem do mercado, aguardando uma definição das cotações do câmbio.

Nos preços atuais, o Brasil vê o Uruguai tornar-se mais competitivo. A relação entre os preços internacionais, as cotações internas e o câmbio, já não permite as vantagens de 15 dias atrás para o grão nacional.

Venezuela, Serra Leoa (registrada como Turquia), Montenegro, Costa Rica, México, Peru, Cuba e África do Sul, que adquiriu 13 mil toneladas em Santa Catarina, são alguns dos destaques.

1 Comentário

  • O dólar está bom pra comprar pra depois vender por R$ 6,00 ou mais, pq o câmbio mostra muita volatilidade , só nessa jogada o banco central lucrou meio trilhão de reais, mas na verdade a função do banco central seria estalizar o dólar e não operar mercado, q é o ele está fazendo, levando o dólar pra altos e baixos .Quem entrou na bolsa na queda de março, está na hora de realizar lucro,pq está chegando num ponto de risco. Bons negócios. Procure não vender arroz com dólar baixo, só pra manutenção. SDS.

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