Índice global de preços do arroz aumentou em fevereiro, mas segue abaixo do nível de 2025
(Por AgroDados/Planeta Arroz) O Índice de Preços do Arroz da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) registrou média de 103,2 pontos em fevereiro de 2026, avanço de 0,4% em relação a janeiro, mas ainda 2,5% abaixo do patamar observado no mesmo mês de 2025. O comportamento do indicador refletiu movimentos distintos entre os diferentes segmentos do mercado internacional.
Entre os tipos de maior valorização, o arroz japônica apresentou alta de 3,7% no mês, impulsionado principalmente pela demanda consistente por Calrose por parte de compradores do Extremo Oriente. O movimento também foi favorecido pela disponibilidade sazonal mais restrita de arroz no Vietnã.
Os arrozes aromáticos também registraram aumento, com avanço de 1,8%, puxado sobretudo pelas cotações do basmati no Paquistão. Segundo a FAO, os preços foram sustentados por novos acordos de exportação com compradores do Oriente Médio e pela demanda interna aquecida no país.

Na Ásia, as cotações do arroz Índica oscilaram entre estabilidade e queda ao longo de fevereiro. O cenário foi influenciado pela menor atividade comercial durante as celebrações do Ano Novo Lunar, além da expectativa dos agentes de mercado pela entrada das novas safras na Índia, Tailândia e Vietnã. Nos casos em que houve valorização, os ajustes estiveram associados principalmente a flutuações cambiais ou à menor disponibilidade de oferta, como ocorreu com o arroz parboilizado na Tailândia.
Nas Américas, o mercado também refletiu a entrada das novas safras. As atividades de colheita da temporada 2026/27 começaram em diferentes áreas produtoras do Mercosul, enquanto as cotações apresentaram comportamentos distintos entre os países.
No Mercosul, podemos citar que na Argentina e no Uruguai, os preços permaneceram relativamente estáveis. Já no Brasil e nos Estados Unidos, as cotações continuaram em queda. No caso norte-americano, a retração ocorreu mesmo diante de algum suporte gerado por vendas externas para Colômbia e Iraque.
Outro fator observado no mercado dos Estados Unidos foi a indicação preliminar de produtores de que, diante de estoques elevados, a área destinada ao plantio de arroz de grãos longos poderá sofrer redução significativa na safra 2026/27, movimento que tende a influenciar as perspectivas futuras do mercado internacional.
Para o próximo mês, o indicador poderá trazer os reflexos mais graves da queda das cotações do arroz basmati indiano, por conta das dificuldades de atendimento da demanda dos países do Golfo Pérsico, em especial o Irã, por conta da guerra com Estados Unidos e Israel. Apenas em uma semana, os preços do aromático indiano retroagiram em mais de 6%.




