Industriais do arroz de Mato Grosso estão de olho no mercado boliviano

Mercado boliviano fica a 800 quilômetros das indústrias do Mato Grosso, bem mais perto do que o Nordeste brasileiro, para onde é escoada parte da produção.

O mercado consumidor de arroz boliviano está sendo sondado pelos industriais do arroz de Mato Grosso. A oportunidade de conhecer os gostos do consumidor vizinho do Brasil, a logística e possibilidade de negócios foi um dos objetivos da Rodada de Negócios realizada entre Brasil e países Latino Americanos durante a Missão Empresarial Internacional na Expocruz, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, de 26 e 28 de setembro.

O presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação da Região Sul do estado, Mauro Cabral de Moraes, disse que as possibilidades de exportação são reais e podem se concretizar nos próximos anos. Além da Bolívia também foram feitos contatos com empresários chilenos e peruanos.

Para Mauro, os negócios entre os países Latino Americanos se afinarem ainda mais é uma questão de tempo, principalmente no que diz respeito à concretização do Corredor Bioceânico que irá ligar o porto de Santos (Oceano Atlântico) aos portos do Norte do Chile. Apenas um trecho no Sul da Bolívia falta ser asfaltado para que o corredor fique pronto.

Entre os pontos positivos apontados pelo presidente do sindicato está o tipo de arroz consumido da Bolívia e parte da Cordilheira dos Andes, que é semelhante ao arroz produzido em Mato Grosso.

– Lá, eles usam o arroz para ser colocado numa espécie de sopa, comida típica, neste caso, o arroz pode ser grosso e até mesmo quebrado – explicou.

Outro atrativo é a distância, 800 quilômetros para colocar o produto. Distância bem menor que o mercado Nordestino para onde parte da produção de Mato Grosso está sendo levada.

– No mercado de hoje, temos que verificar todas as possibilidades, não temos produção de sobra em Mato Grosso, mas produtos que podem ser vendidos para lá e se acontecer uma supersafra de arroz, teremos como opção o mercado destes países para exportação ao invés de ficarmos com o produto aqui dentro, o que acabaria acarretando queda no preço.

Se por um lado, os industriais vêem no vizinho um novo mercado, Bolívia, Chile e Peru também querem vender para o Brasil. Nos próximos meses os industriais estarão trocando informações sobre importação e exportação para comercializarem seus produtos.

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter