Leilões de arroz são suspensos por mais 30 dias

O setor arrozeiro considerou positiva a medida, já que este mês é considerado de baixo consumo devido às férias escolares.

As operações de venda de arroz por parte do governo federal foram suspensas por mais 30 dias. Após reunião na sede regional do Conab, em Porto Alegre, os produtores gaúchos receberam a garantia de que o próximo leilão acontecerá apenas no dia 29 de julho, quando 50 mil toneladas armazenadas no Rio Grande do Sul e 10 mil em Santa Catarina serão colocadas a venda. O setor arrozeiro considerou positiva a medida, já que este mês é considerado de baixo consumo devido às férias escolares.

O diretor comercial do Irga, Rubens Silveira, avaliou a suspensão como essencial para recuperar a renda dos produtores e ressaltou que a grande quantidade do produto ofertada em maio não foi totalmente absorvida pelo mercado. De acordo com o presidente da Federarroz, Renato Rocha, o pregão não deverá alterar os patamares atuais de mercado. O preço de abertura do próximo leilão segue como R$ 28 por saca de 50 quilos.

Silveira informou que os produtores reivindicaram, ainda, a mudança no sistema da operação para cartelas, ao invés de “viva-voz”, ou a redução no volume dos lotes.

– Os representantes da estatal prometeram estudar a proposta para que pequenas e médias empresas participem do pregão – diz.

O setor arrozeiro e a Conab deverão se reunir novamente no dia 05 de agosto para avaliar o leilão e analisar se são necessárias novas operações.

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